Cemitério de Juiz de Fora abre mais de 100 covas rasas em um mês

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Medidas para atender vítimas da Covid-19 fazem parte de protocolo de “humanização” (Divulgação/Prefeitura de Juiz de Fora)

Com o aumento dos casos de coronavírus em cidades do interior de Minas Gerais, a Prefeitura de Juiz de Fora, na Zona da Mata, anunciou que apenas no último mês foram abertas mais de 100 covas rasas no Cemitério Municipal Nossa Senhora Aparecida. Até esta segunda-feira (13), a cidade já registrou 2.544 casos confirmados e 70 mortes por coronavírus, segundo dados da SES-MG (Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais).

A prefeitura informou que a abertura das covas faz parte de um protocolo que visa garantir mais conforto e segurança para quem trabalha no local e para aqueles que precisam se despedir de algum amigo ou familiar.

A administração pública disse ainda que trata-se de uma medida de prevenção, “caso o número de mortes decorrentes da Covid-19 aumente muito” e explicou como funciona o enterro nos novos espaços abertos: “A cova rasa pode ser utilizada por quem não possuí jazigo perpétuo. Após três anos, o familiar pode retirar os ossos e colocá-los no ossário, com taxa de aquisição”.

Diante do risco que a doença, ainda sem tratamento comprovado, representa, o cemitério também aumentou o número de ossários disponíveis: estão sendo construídos 60 novos setores para este fim no local, conforme divulgou a prefeitura. Além disso, todos os dias, o cemitério disponibiliza, de forma extra, cinco novas valas para vítimas da Covid-19.

Humanização do velório

Além das preocupações com a progressão do coronavírus na cidade, a prefeitura também realizou algumas mudanças no cemitério com o objetivo de tornar a experiência menos traumática para quem precisa dos serviços. Entre essas mudanças, está a “humanização dos velórios”.

“O ambiente é muito triste, e buscamos forma de levar um pouco de conforto e carinho para as pessoas. Quando a família permite, como forma de humanizar o momento, uma pessoa faz oração com música. É um pequeno gesto, mas que tem confortado muita gente”, explica o administrador do cemitério, Renato Dantas. No momento da música são oferecidas rosas para os parentes colocarem junto ao corpo ou seguir no cortejo.

Em velórios com suspeita ou caso confirmado de Covid-19, o tempo de duração é de, no máximo, duas horas, seguindo todas as recomendações sanitárias. Nas capelas, a administração disponibilizou álcool em gel para higienização das mãos. Além disso, ao término de cada velório, os espaços são higienizados com produto específico. Já os coveiros estão usando equipamentos de proteção individual adequados, o que inclui roupa especial.

Com Prefeitura de Juiz de Fora

Giovanna Fávero
Giovanna Fáverogiovanna.favero@bhaz.com.br

Redatora do BHAZ desde outubro de 2019. Jornalista graduada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG) e com atuação focada nas editorias de Cidades, Guia e Cultura no BHAZ.