Home NotíciasCoronavírusIsolamento cai em Minas e governo reavalia plano de flexibilização

Isolamento cai em Minas e governo reavalia plano de flexibilização

rua movimentada carlos eduardo

Após a queda do isolamento social em Minas, o governo está reavaliando o programa Minas Consciente. A informação foi passada pelo secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, nesta segunda-feira (13). Minas Gerais tem registrado aumento no número de casos e de mortes provocadas pela Covid-19.

“O Minas Consciente é um plano que foi um dos primeiros estaduais de adequação do isolamento, em relação à mobilidade urbana e à atividade econômica. Estamos em plena reavaliação dos seus resultados e do caminho que vai tomar”, disse Amaral.

Leia mais: Felipe Neto alfineta Globonews durante entrevista para a própria emissora

Dados do Governo de Minas indicam que o Estado tem 41,22% de média de isolamento atualmente. “É fundamental que tenhamos equilíbrio adequado entre o isolamento, a preservação da vida, o controle da epidemia e a economia num Estado que é tão grande como Minas Gerais”, completou o titular da pasta.

Enquanto o índice diminui, apesar de estar acima da média nacional (40,50%), os diagnósticos positivos de Covid-19 seguem aumentando. Nas últimas 24h, o Estado registrou 971 novos infectados e 39 mortes em decorrência do novo coronavírus. Ao todo, já são 76 mil infectados e 1.615 mortes provocadas pela doença.

Leia mais: Cidade mineira decreta toque de recolher após ‘surto’ de Covid-19

O que é o Minas Consciente?

Romeu Zema (Novo) explicou, em abril, que o plano Minas Consciente foi elaborado a partir de uma parceria entre a Sedese (Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social) e a SES-MG (Secretaria de Estado de Saúde).

Primeiro, a Sedese fez uma lista levando em consideração o número de trabalhadores de cada setor, o impacto do fechamento dos serviço para a economia, a importância de cada setor para a sociedade e os aspectos fiscais. Depois, a SES-MG fez um cruzamento de dados levando em consideração, por exemplo, o potencial da aglomeração da atividade.

Além disso, um estudo foi realizado por região. O secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, acrescentou, na ocasião, que a iniciativa não era rígida. Dependendo do número de casos, o plano poderia sofrer alterações. “Nós podemos avançar, parar ou retornar ao nível anterior”, explicou Carlos.

‘Onda 0’

Os serviços essenciais que, estão funcionando desde o início da pandemia, foram nomeados de “Onda 0”. A ideia é que os prefeitos e empresários dos 853 municípios de Minas Gerais adotem os mesmos cuidados para manter os negócios. As orientações de uso de máscara, higienização e a proibição de aglomerações estão mantidas (relembre aqui).

Entre os setores que compõem a “Onda 0”, estão: hipermercados, lojas de material de construção, autopeças, farmácias, revenda de gás, padaria, açougue, posto de gasolina, e etc.

‘Primeira Onda’

O governo considerou que esses serviços tem “baixo risco”. Entre os setores estão lojas de artigos esportivos, empresas de publicidade, lojas de vestuário e calçados, lojas de fogos de artifício, agências de turismo, concessionárias, entre outros.

‘Segunda Onda’

A “Onda 2” abrange empresas que, conforme a classificação do governo, apresentam risco médio para a disseminação da Covid-19. Fazem parte da lista comércios como papelarias, floriculturas, comércio de animais vivos, tabacaria, hotéis, lojas de brinquedo, e etc.

‘Terceira onda’

As empresas que integram a “Onda 3″ são aquelas com maior risco de disseminação do novo coronavírus, de acordo com o estudo. No grupo dos últimos comércios que vão reabrir estão livrarias, lojas de variedades, salões de beleza, bancas de jornais, lojas duty free de aeroportos.

Vitor Fórneas

Vitor Fórneas

Repórter do BHAZ desde maio de 2017. Jornalista graduado pelo UniBH (Centro Universitário de Belo Horizonte) e com atuação focada nas editorias de Cidades e Política.

Comentários