UFMG inicia programa de monitoramento da Covid-19 em idosos de BH

idosa mesa lendo
Idosos serão monitorados pela UFMG em Belo Horizonte (TV UFMG/Reprodução)

O Hospital das Clínicas da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) lançou, em parceria com a PBH (Prefeitura de Belo Horizonte), um programa de atendimento e monitoramento da condição de saúde dos pacientes de Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs). O programa acompanha cerca de 1,6 mil idosos que residem em mais de 90 ILPIs cadastradas na capital mineira, por meio de ações de proteção contra a Covid-19 e assistência geriátrico-gerontológica. 

Como explica o geriatra Jáder Freitas, subcoordenador do projeto, estratégias diferenciadas são necessárias nas ILPIs, locais onde há grande circulação de pessoas e vigora o sistema em que um mesmo cuidador atende vários indivíduos. “Em países da Europa, tentou-se isolar os idosos nas instituições, mas sem sucesso. Quando o vírus entra nas ILPIs, quase todos os idosos se infectam.”

O HC oferece apoio matricial, ou seja, assegura retaguarda especializada de forma remota e também presencial. As ILPIs foram divididas em cinco equipes matriciadoras, formadas por dois geriatras, um enfermeiro gerontólogo, um médico residente de geriatria e outros médicos que estão em contato próximo com as instituições e com as equipes dos postos de saúde, da Vigilância Sanitária, secretarias municipais de Saúde e de Assistência Social e outros órgãos.

Telessaúde

O projeto contou ainda com a participação do Centro de Telessaúde do HC-UFMG no desenvolvimento do chatbot de monitoramento diário individual do idoso, ferramenta on-line de inteligência artificial que possibilita ao cuidador interagir com as equipes matriciadoras e informar-lhes se aquele idoso foi avaliado e se tem sinais e sintomas de Covid-19. 

“Em caso de sintomas suspeitos, o chatbot orienta o cuidador a entrar em contato e, concomitantemente, avisa à equipe do HC por e-mail e em tempo real”, explica Jader. 

Idosos com suspeita de covid-19 são encaminhados para a Unidade de Acolhimento Provisório do Idoso (Uapia), inaugurada pela Prefeitura para promover o isolamento adequado – que não poderia ser feito na ILPI – e garantir a testagem RT-PCR. Pessoas com diagnóstico confirmado são isoladas na Uapi por, no mínimo, 14 dias.

“Um diagnóstico de Covid-19 em um idoso institucionalizado significa que o vírus conseguiu entrar na ILPI. Nesse caso, é indicada a testagem de todos aqueles que trabalham ou vivem na casa. Essa é a única maneira de identificar os demais idosos e funcionários que também apresentam a doença, mesmo os assintomáticos, para organizar um bloqueio do surto dentro da instituição”, afirma Jader.

Com UFMG