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Curva da Covid-19 em Minas está próxima da queda, aponta SES

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Uma análise feita pela SES-MG (Secretaria de Saúde de Minas Gerais) projeta que o estado está cada vez mais perto de uma queda definitiva do número de mortes provocadas pela Covid-19. O secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, afirmou, nesta quarta-feira (29), que tem “praticamente toda certeza” de que Minas não terá um aumento de óbitos diários em relação ao que temos hoje.

O secretário apresentou, em entrevista coletiva, gráficos que apontam para um início de queda nas mortes causadas pela Covid-19 no estado. Ele mostrou a diferença entre as datas em que ocorreram mortes pela doença e as datas em que as mortes são confirmadas pela SES-MG e divulgadas no boletim epidemiológico. A demora se dá pelo processo de repasse da informação, por parte das secretarias de saúde dos municípios, à secretaria estadual.

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gráfico óbitos covid minas gerais
Gráfico mostra a diferença entre a data do óbito e a data de confirmação pela secretaria (Reprodução/Governo do Estado de Minas Gerais/Facebook)

“Analisando as barras azuis [que correspondem ao número de óbitos pela data do óbito], vemos uma maior incidência há mais de 15 dias, no dia 10 de julho, quando ocorreram 66 óbitos. Por data de ocorrência, vemos uma aglomeração de óbitos desde o dia 2 de julho, mas sem tendência nítida de aumento, aumentando para uma horizontalização, que caracteriza o platô”, explica.

O secretário já havia afirmado, na segunda-feira, que os casos da doença no estado poderiam começar a cair em 15 dias. Segundo ele, a projeção da pasta prevê que o platô dure até meados de agosto e, a partir desta data, Minas começará a ver uma “queda expressiva” nos números da Covid-19 (relembre aqui).

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Atraso nos números

O secretário também apontou para um aumento no atraso da data de confirmação do óbito no boletim epidemiológico em relação à data em que a morte aconteceu. “Nos últimos 7 dias, temos uma acentuação desse atraso, mas a tendência é a redução do número de óbitos, de acordo com a queda da barra azul”, afirma.

“Não dá ainda pra falar que já estamos numa queda, é mais provável que ainda estejamos no platô. Mas, praticamente com toda certeza, não teremos aumento de óbitos diário em relação ao que temos hoje. Mas ainda não é possível confirmar”, completou Carlos Eduardo Amaral.

Números

Hoje, Minas Gerais registra 119.394 casos confirmados de Covid-19 e 2.608 óbitos causados pela doença. Nas últimas 24 horas, foram registrados 2.749 novos casos e 57 mortes. Confira a mudança nos números do novo coronavírus em Minas, de ontem para hoje, de acordo com dados do boletim epidemiológico:

  • 119.394 casos confirmados (aumento de 2,3%)
  • 2.608 mortes confirmadas (aumento de 2,2%)
  • 26.991 casos em acompanhamento (queda de 1,1%)
  • 89.795 casos recuperados (aumento de 3,4%)

Ocupação de leitos

Outro fator que o secretário de Estado de Saúde acredita apontar para um início de queda da curva da Covid-19 no estado é a taxa de ocupação de leitos. Hoje, Minas Gerais tem 67,44% dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) destinados para o tratamento da doença ocupados, e 59% dos leitos de enfermaria cheios.

“Hoje, temos uma ocupação menor [das UTIs] em relação a meados de julho. Isso mostra que, realmente, parece que paramos de ter a demanda por ocupação de UTI. A demanda reduzida é muito importante, porque os níveis da ocupação antecedem os óbitos em, pelo menos, 10 dias”, explica Carlos Eduardo Amaral.

gráfico taxa de ocupação uti minas gerais
Gráfico mostra queda na taxa de ocupação de UTIs em Minas (Reprodução/Governo do Estado de Minas Gerais/Facebook)

O secretário também apontou para uma diminuição ou estabilização das taxas de ocupação de UTI nas quatro regiões que apresentavam maior demanda de leitos e estresse do sistema de saúde: Centre, Sudeste, Triângulo do Norte e Vale do Aço.

Reforce a proteção contra o vírus

A SES-MG orienta que a população tome algumas medidas de higiene respiratória para evitar a propagação da doença, são elas:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização. Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool.
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes.
  • Ficar em casa quando estiver doente.
  • Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo.
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.
Sofia Leão

Sofia Leão

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Escreve com foco na editoria de Esportes no BHAZ.

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