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BH é a 10ª cidade com mais cadastros em app de traição na quarentena

casal cama homem traindo celular

O convívio dos casais dentro de casa, acentuado pelo período de isolamento social, já levou mais de 4 mil brasileiros a se cadastrarem em um aplicativo que propõe relações extraconjugais durante a pandemia de Covid-19. De acordo com uma pesquisa da plataforma Ashley Madison, Belo Horizonte ocupa o 10º lugar no ranking das cidades brasileiras com mais pessoas em busca da traição neste período.

O aplicativo, cujo slogan é “A vida é curta. Curta um caso”, incentiva que pessoas casadas procurem casos extraconjugais. O Brasil é o segundo país com mais usuários que pretendem “pular a cerca”, atrás apenas dos Estados Unidos. De acordo com a empresa, 17 mil novos usuários diários são registrados na plataforma durante a pandemia, mundialmente.

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Ranking

O levantamento, feito entre 21 de março e 1º de julho deste ano, listou as 20 cidades mais “infiéis” do Brasil, e BH está bem no meio do ranking. A primeira da lista é Brasília, mas o estado de São Paulo conta com cinco cidades no ranking: a capital São Paulo, Guarulhos, Campinas, São Bernardo do Campo e Santo André.

Confira as 20 principais cidades com mais pessoas interessadas em casos virtuais durante o isolamento social:

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  1. Brasília (DF)
  2. Manaus (AM)
  3. São Paulo (SP)
  4. Goiânia (GO
  5. Campo Grande (MS)
  6. Curitiba (PR)
  7. Guarulhos (SP)
  8. Campinas (SP)
  9. Rio de Janeiro (RJ)
  10. Belo Horizonte (MG)
  11. Porto Alegre (RS)
  12. João Pessoa (PB)
  13. São Bernardo do Campo (SP)
  14. São Luís (MA)
  15. Salvador (BA)
  16. Santo André (SP)
  17. Duque de Caxias (RJ)
  18. Recife (PE)
  19. Teresina (PI)
  20. Natal (RN)

Divórcios na pandemia

A busca por casos extraconjugais representa uma insatisfação da pessoa no relacionamento, e pode ser intensificada pelo período de isolamento social, em que a convivência do casal se torna maior dentro de casa. Outro reflexo da insatisfação é o aumento dos divórcios registrados pelos cartórios no Brasil, também durante a pandemia (leia aqui).

O número de divórcios consensuais realizados pelos cartórios de notas do país, durante a quarentena, entre os meses de maio e junho deste ano, aumentou 18,7%. Em números absolutos, os divórcios consensuais passaram de 4.471 em maio para 5.306 em junho de 2020.

Além dos divórcios efetivamente realizados em cartório, os pedidos de divórcio também cresceram durante o período de isolamento social. Segundo a advogada da área de Família e Sucessões, Débora Guelman, o convívio intenso em virtude da quarentena tem sobrecarregado física e emocionalmente as famílias brasileiras.

“Esse isolamento social forçado pela pandemia aumenta o convívio entre os casais e justamente esse aumento do convívio gera conflitos. Por conta disso, a probabilidade de haver mais divórcios é muito maior”, disse Débora Guelman, em entrevista à Rádio Nacional. A advogada afirma que cerca de 70% dos pedidos de divórcio são iniciados pelas mulheres, e a reclamação mais frequente é a tripla jornada. “Essas mulheres trabalham, cuidam dos filhos e cuidam da casa. Então, elas não aguentam relacionamentos machistas”, afirmou.

Sofia Leão

Sofia Leão

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Escreve com foco na editoria de Esportes no BHAZ.

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