UFMG inicia produção para ajudar a suprir demanda de testes para Covid-19

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Testes vão ajudar a diminuir a dependência do material produzido em BH (Mirella Christie Rodrigues de Abreu/UFMG + Amanda Dias/BHAZ)

O Instituto de Ciências Agrárias da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) iniciou a produção de kits para os testes de diagnóstico da Covid-19 como uma forma de ajudar a suprir a demanda da região Norte do Estado. Em parceria com a SES-MG (Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais), uma equipe baseada no campus de Montes Claros vai montar, até outubro, 10 mil conjuntos para atendimento de parte da demanda.

Os testes atenderão diretamente à rede do Norte de Minas Gerais, macrorregião de Saúde do estado que engloba 86 municípios. A iniciativa vai ajudar a diminuir a dependência dos testes produzidos em Belo Horizonte. Os kits de coleta para diagnóstico laboratorial de SARS-CoV-2 são produzidos por uma equipe formada por professores, servidores técnico-administrativos, graduandos, mestrandos e doutorandos do ICA.

De acordo com a professora Anna Christina de Almeida, que coordena o projeto, os kits já estão certificados pela Funed (Fundação Ezequiel Dias) e serão distribuídos na rede de saúde de acordo com a demanda. “Todo o processo de montagem passa por um controle laboratorial muito rigoroso, que segue as recomendações da Organização Mundial de Saúde. Os kits são para coleta de material para realização de RT-PCR. Com ele, é possível ter a identificação mais segura dos casos positivos e tomar as medidas direcionadas para esse grupo”, explicou.

Confiabilidade

Os testes RT-PCR são considerados “padrão de referência”, ou seja, seus resultados são mais confiáveis. “O teste pesquisa o vírus diretamente nas vias respiratórias. O swab, que é uma espécie de cotonete, é preparado para coletar o material da narina e garganta do paciente, que depois é encaminhado aos laboratórios para diagnóstico do vírus”, explica a professora.

Anna Christina destaca a importância de empenhar equipe e infraestrutura qualificadas para atendimento da demanda regional. “Temos uma estrutura que, no momento, funciona com pesquisas isoladas em razão do isolamento social. Não podemos deixar de nos envolver na busca de soluções para o problema que estamos vivendo”, conta.

Para a compra dos materiais e equipamentos, foram investidos recursos da UFMG, que também ofertou bolsas a dez estudantes de pós-graduação que compõem a equipe. “É uma oportunidade para que esses estudantes continuem trabalhando nesse período em que parte das pesquisas foi paralisada”, comenta a professora.

Com Amanda Lelis/Cedecom Montes Claros