Meteoro ‘super brilhante’ cruza céu de Minas e imagens impressionam

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O registro mais impressionante foi feito na cidade de Oliveira (Welter M. Vaz/Bramon)

Um grande meteoro iluminou os céus de Minas Gerais e de dois outros estados na noite de segunda-feira (3), e o fenômeno foi registrado por 13 câmeras de monitoramento em dez cidades no país. Conhecido como “fire ball”, ou bola de fogo, o meteoro era bem maior do que os que costumam cruzar os céus brasileiros.

Ao BHAZ, Marcelo Zurita, diretor técnico da Bramon (Brazilian Meteor Observation Network, ou Rede Brasileira de Observação de Meteoros), disse que o fenômeno consiste em um fragmento de rocha espacial que atinge a atmosfera terrestre em alta velocidade, fazendo com que os gases atmosféricos se aqueçam, gerando a luz que pode ser vista da Terra. A diferença é que, neste caso, o fragmento era maior do que o normal.

“Normalmente, fragmentos de rocha do tamanho de um grão de areia são capazes de produzir um meteoro visível. Acreditamos que este foi um fragmento que pesava algo entre 3 e 5 kg, produzindo uma luminosidade maior. Ainda assim, ele foi consumido e provavelmente se desintegrou completamente durante a passagem pela atmosfera”, explica o especialista.

O meteoro foi registrado por câmeras de monitoramento da Bramon e da plataforma Clima ao Vivo em sete cidades mineiras: Santo Antônio do Monte, Pedro Leopoldo, Lagoa da Prata, São Francisco de Paula, Oliveira, Carmo da Mata e Patos de Minas. Também foram feitos registros na cidade de Rio Bonito, no Rio de Janeiro, Araçoiaba da Serra, em São Paulo, e na capital paulista.

Trajetória

De acordo com Marcelo Zurita, o fragmento de rocha atingiu a atmosfera quando estava em uma velocidade de aproximadamente 50 km/h, e começou a brilhar acima da cidade de Camacho, no Centro-Oeste de Minas Gerais, a 89 km de altura. Ele desapareceu acima da cidade de Cristais, no Sul de Minas, a uma altitude de 30 km.

O diretor técnico da Bramon conta que o registro mais impressionante do fenômeno foi feito em Oliveira, no Centro-Oeste de Minas, pelo fotógrafo Welter Mesquita Vaz. “Ele estava tentando fotografar o cometa Neowise quando viu o meteoro passando, ao vivo, e conseguiu tirar fotos. Ele correu para dentro de casa para ver se tinha conseguido registrar, e deu certo”, conta Zurita.

O especialista ainda acrescenta que fenômenos como o que foi registrado nessa segunda são normais, mas são raras as exceções em que os meteoros são tão brilhantes quanto o que passou por Minas.

Sofia Leão
Sofia Leãosofia.leao@bhaz.com.br

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Escreve com foco na editoria de Esportes no BHAZ.