MG tem crianças com Síndrome Inflamatória rara causada pela Covid-19

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Duas crianças são monitoradas com a doença (Banco de imagens: Envato + Amanda Dias/BHAZ)

A SES-MG (Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais) monitora o caso de duas crianças com Síndrome Inflamatória Multissistêmica, que é considerada rara. Os casos estão associados à Covid-19, e o estado de saúde das vítimas não foi informado pela pasta. O Ministério da Saúde também foi acionado para acompanhar a situação. A informação foi confirmada, na noite dessa quinta-feira (6), pela coordenadora do Centro de Informações Estratégicas em Saúde da SES-MG, Tânia Marcial.

“A Covid-19 é uma doença muito complexa. Quando pensávamos que crianças não teriam problemas, agora, a gente começa a ver algumas complicações, tanto na população adulta tanto nas crianças. A gente está acompanhando de perto essas situações”, disse Tânia durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais.

De acordo com documento apresentado pela secretaria, entre os sintomas da Síndrome Inflamatória Multissistêmica estão:

  • Conjuntivite não purulenta;
  • Erupções e inflamações na pele;
  • Inflamações na boca, mãos e pés;
  • Pressão baixa;
  • Disfunções cardíacas;
  • Coágulos;
  • Problemas intestinais como diarreia, vômito ou dor abdominal.

De acordo com o boletim epidemiológico divulgado pela secretaria nessa quinta-feira (6), as crianças são as menos afetadas pelas Covid-19 no estado. Entre as 3.304 vítimas, 12 pessoas tinham menos de 10 anos. O mesmo público corresponde a 2,4% do total de infectados pelo novo coronavírus.

Reinfecção

Outro assunto tratado por Tânia foi o registro de casos de reinfecção em Minas. De acordo com a coordenadora, um caso é acompanhado no estado, mas a reinfecção, até o momento, está descartada.

“Nós temos alguns casos em acompanhamento, e, em um deles, a pessoa testou positivo em março, negativo em junho e depois confirmou de novo. Não nos parece um caso de reinfecção, mas sim um quadro prolongado da doença”, explicou.

Segundo a especialista, é possível que algumas pessoas fiquem por mais de um mês com o vírus no corpo. “Estamos estudando, mas neste momento é pouco provável a reinfecção, são mais quadros mais prolongados durando cerca de 30 a 60 dias”, disse.

“Não sabemos se a imunidade da Covid-19 é duradoura. Até hoje, as publicações mostram imunidade eficiente de 3 meses. Esperamos muito que seja duradoura pela questão do sucesso da vacina”, acrescentou.

Rafael D'Oliveira
Rafael D'Oliveirarafael.doliveira@bhaz.com.br

Repórter do BHAZ desde janeiro de 2017. Formado em Jornalismo e com mais de cinco anos de experiência em coberturas políticas, econômicas e da editoria de Cidades. Pós-graduando em Poder Legislativo e Políticas Públicas na Escola Legislativa.