PBH começa a usar drones para monitorar e combater dengue neste mês

drone mosquito da dengue aedes aegypti
BH já registrou uma morte por dengue neste ano (Vale/Divulgação + Esalq/USP)

Belo Horizonte vai ganhar mais um reforço no combate ao mosquito Aedes aegypti, que transmite a dengue, a Zika e a Chikungunya. Conforme foi adiantado pelo BHAZ, a iniciativa do uso de drones no monitoramento e combate de focos pela cidade é uma parceria da PBH (Prefeitura de Belo Horizonte) com a Vale, que custeará o processo. O termo de cooperação foi assinado nessa quinta-feira (6) e as ações começam na segunda quinzena de agosto.

A tecnologia usada pela SMSA (Secretaria Municipal de Saúde) facilitará o processo de identificação de focos em locais de difícil acesso para as equipes de Agentes de Combate a Endemias. Os equipamentos possuem um sistema de monitoramento capaz de mapear criadouros em caixas d’água, depósitos, imóveis abandonados e lotes vagos, fazer o cálculo do volume de água acumulada e realizar a aplicação de larvicida diretamente no local.

Após mapeamento do foco, a equipe de Vigilância Epidemiológica vai entrar em contato com o proprietário do imóvel para solicitar a autorização para aplicar o produto. Apesar da novidade, a população continua tendo papel primordial no enfrentamento ao Aedes aegypti e os cuidados precisam ser contínuos.

Cuidado precisa continuar

Em entrevista ao BHAZ, concedida em abril, o subsecretário de Promoção e Vigilância à Saúde, Fabiano Pimenta, ressaltou que a população precisa estar sempre atenta com os lugares onde o mosquito transmissor possa proliferar, como pratos de vasos de plantas, pneus, dentre outros objetos que acumulam água.

“Os ambientes domiciliares concentram 80% dos criadouros localizados pela PBH. Reiteramos que o trabalho dos mais de 1,3 mil agentes que passam nas casas é fundamental, mas a população precisa separar, pelo menos, 30 minutos durante a semana para revisar os locais que acumulam água, independentemente da chuva”, pediu o subsecretário.

Nos seis primeiros meses deste ano foram realizadas mais de 1,7 milhão de vistorias em imóveis da capital. Durante as abordagens, que além de preventivas possuem caráter educativo, são repassadas orientações sobre as formas de eliminar potenciais criadouros e combater o mosquito.

Dengue em BH

Em 2020, até 30 de julho foram confirmados 4.337 casos de dengue em Belo Horizonte. Há 2.460 casos notificados pendentes de resultados das análises laboratoriais. Foram investigados e descartados 9.080 casos. Uma morte foi confirmada.

Foram notificados ainda 45 casos de Chikungunya em residentes de Belo Horizonte. Destes, 22 casos foram confirmados, dentre os quais, nove autóctones, quatro importados e nove em locais com origem indefinida. Há 23 casos em investigação para a doença. Em todos os locais com suspeita de casos de  Chikungunya, a Secretaria Municipal de Saúde intensificou as ações de combate ao vetor, como uma estratégia para evitar a propagação da doença.

Dengue e Covid-19

Em tempos de pandemia de Covid-19 a prevenção contra a dengue é primordial, pois evita a lotação do sistema de saúde. A PBH manteve, durante a pandemia, todas as ações de vigilância e combate ao Aedes aegypti. Os agentes de Combate a Endemias estão devidamente uniformizados, com máscaras de proteção e foram orientados a manter as medidas de segurança para evitar qualquer risco de contaminação pelo Coronavírus.

“Vivemos em torno de uma doença nova, que desafia o sistema de saúde dos países, mas os hábitos do Aedes estão completamente esclarecidos. Evitar a proliferação do mosquito é um exercício de cidadania, sob o ponto de vista de resguardar a saúde de todos. Imagina o sistema de saúde demandado, ao mesmo tempo, por dengue e síndrome respiratória aguda grave”, ressaltou o subsecretário Fabiano Pimenta.

Com PBH

Sofia Leão
Sofia Leãosofia.leao@bhaz.com.br

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Escreve com foco na editoria de Esportes no BHAZ.