Estudo confirma eficácia da vacina chinesa contra Covid-19, diz Butantan

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O estudo analisou o comportamento de 600 voluntários vacinados na China durante a fase 2 dos testes clínicos (Divulgação/Instituto Butantan)

A vacina Coronavac, desenvolvida em parceria com o Instituto Butantan, se mostrou eficaz e segura, segundo constatação de um estudo publicado nessa segunda-feira (10), pela farmacêutica chinesa Sinovac Life Science. O estudo analisou 600 voluntários vacinados na China durante a fase 2 dos testes clínicos.

Cada voluntário recebeu duas doses, sendo metade a vacina propriamente dita e a outra metade placebo. De acordo com o que foi identificado nos estudos, não existe nenhuma preocupação com relação a segurança da vacina utilizada nos voluntários. Dentre as principais reações está leve dor no local da aplicação.

De acordo com o Instituto Butantan, a vacina desenvolvida pela Sinovac Life Science é uma das mais promissoras do mundo porque utiliza tecnologia já conhecida e amplamente aplicada em outras vacinas. O instituto avalia que sua incorporação ao sistema de saúde deve ocorrer mais facilmente. O laboratório asiático já realizou testes em cerca de mil voluntários na China, nas fases 1 e 2. Antes, o modelo experimental aplicado em macacos apresentou resultados expressivos em termos de resposta imune contra o coronavírus.

Testes no Brasil

A farmacêutica forneceu ao Butantan as doses da vacina para a realização de testes clínicos de fase 3 em 9 mil voluntários no Brasil, com o objetivo de demonstrar sua eficácia e segurança. Em Belo Horizonte, os testes estão sendo conduzidos pela UFMG, que começou a etapa de ensaios clínicos no dia 31 de julho (leia aqui).

Além do estado de São Paulo e de Belo Horizonte, o estudo também será conduzido em centros no Rio de Janeiro (Fiocruz), em Brasília (UNB), Curitiba (UFPr) e Porto Alegre (PUC-RS). A previsão é de que a testagem seja concluída nas 12 instituições até meados de setembro, de acordo com o Governo do Estado de São Paulo.

Caso a vacina seja aprovada será realizada a transferência de tecnologia para produção em escala e fornecimento gratuito pelo SUS. Os passos seguintes serão o registro do imunizante pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e distribuição em todo o Brasil.

Com Instituto Butantan

Sofia Leão
Sofia Leãosofia.leao@bhaz.com.br

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Escreve com foco na editoria de Esportes no BHAZ.