Quando o consumidor comete erros ao contratar seguro do automóvel

seguro auto arvore
Foto: Pixabay

Omissão de informações, desconhecimento do valor de franquia ou falta de compreensão da cobertura. Esses são os erros frequentes cometidos pelos consumidores na contratação do seguro automotivo, segundo levantamento da Proteste.

Seguro Auto, acidentes
O auto seguro deve proteger o bem contra perdas, como em acidentes (Foto: Pixabay)

Maior associação de consumidores da América Latina, a Proteste é uma organização do Grupo Euroconsumers, que atua em informações inovadoras, serviços especializados e defesa dos direitos dos consumidores. Possui mais de 1,5 milhão de associados e está presente em cinco países, entre eles o Brasil.

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O auto seguro tem como objetivo proteger o bem e evitar perdas maiores, como as que acontecem quando o veículo é furtado ou roubado. A cobertura contratada pode incluir ainda acidentes, prevendo a cobertura de danos materiais (inclusive a terceiros).

Para o especialista da Proteste, Alexandre Rodrigo, se o seguro for contratado de forma errada, o consumidor poderá ter problemas na hora da cobertura do sinistro. “Por isso é fundamental pesquisar as opções existentes, analisar as coberturas de cada apólice e fornecer informações corretas na hora de assinar o contrato”.

Alertas

Veja quais são os erros mais comuns, segundo o estudo da entidade especializada.

  • Não informar o nome de todos os condutores
  • Não informar os locais de circulação do veículo
  • Desconhecer detalhes da cobertura e da franquia

Uma dúvida comum é: se o carro está em seu nome, mas outras pessoas também conduzirão o veículo, o que fazer? Então, é essencial informar isso na apólice. Se ocorrer algum sinistro enquanto o veículo estiver com outro condutor que não o principal, a seguradora não é obrigada a cobrir o valor contratado.

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Seguro auto, roubo ou furto
O cálculo do seguro é feito com base em levantamentos, que indicam o potencial de risco das regiões onde o carro circula e fica estacionado (Foto: Pixabay)

Risco por região

Outra informação importante: o cálculo do seguro, normalmente, é feito com base em levantamentos, que indicam o potencial de risco das regiões onde o carro circula e fica estacionado. Por exemplo, se o veículo permanece em uma garagem fechada durante a noite, o risco é menor do que quando está estacionado na rua.

Da mesma forma, existem bairros onde as ocorrências de furtos e roubos são mais frequentes. Se você mora ou trabalha nesses locais, a informação precisa ser fornecida na apólice, mesmo que isso signifique um acréscimo de preço.

Pay Per Use

De acordo com a Proteste, uma alternativa para reduzir custos, no caso de veículos que permanecem estacionados na garagem por muito tempo, é a nova modalidade de seguros “pay per use”, que é ativada apenas quando o carro é utilizado.

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Além disso, todos os detalhes do contrato devem ser analisados antes da decisão. Existem alguns critérios que podem impactar o custo e, muitas vezes, o consumidor nem presta atenção a eles.

Seguro auto, oficina
Tempo que o carro fica parado na oficina impacta no valor do seguro (Foto: Pixabay)

Valor da franquia

Um exemplo disso é a oferta de um veículo reserva. Caso o carro segurado seja furtado ou roubado, ou precise permanecer por alguns dias na oficina, para reparos. Esse detalhe eleva o custo do seguro e pode ser desnecessário se houver um segundo veículo na família.

Por isso, ao analisar o contrato, é importante também ter atenção ao valor da franquia. Trata-se de uma taxa paga quando a seguradora precisa ser acionada. Existem opções que estabelecem a franquia reduzida, mas com valor mais elevado do seguro.

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Além disso, é necessário avaliar as exclusões previstas no contrato, ou seja, as situações em que a seguradora não será obrigada a prestar assistência. Também é importante verificar as possíveis coberturas complementares, que podem ser interessantes em casos específicos.

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Acelera Ai
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Jornalistas Eduardo Aquino e Luís Otávio Pires são os editores do site Acelera Aí e da seção veículos do portal Bhaz

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