Polícia recolhe documentos em clínica onde jovem morreu em BH

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A família da vítima registou um boletim de ocorrência na 1ª Delegacia de Polícia Civil, que instaurou inquérito policial para apurar as circunstâncias da morte da paciente (Reprodução/ @edissoloni/Instagram + Reprodução/ @ppatriciar_ /Twitter)

Da PCMG

A Polícia Civil de Minas Gerais esteve nesta terça-feira (15), na clínica estética na região da Savassi, onde a cabeleireira Edisa de Jesus Soloni, de 20 anos, morreu após procedimento cirúrgico. Os agentes recolheram documentos, prontuários médicos e imagens do circuito de segurança.

O chefe do 1º Departamento de Polícia Civil em BH, delegado-Geral Wagner Sales, disse que eles estão empenhados para dar uma resposta para a sociedade. “Trata-se de um caso complexo que demanda uma investigação profunda e qualificada. A PCMG desde a ocorrência do fato vem trabalho intensivamente. Foi feita diligência em campo na busca de documentos para o inquérito policial. É um caso que merece toda atenção da PCMG para se verificar ou não possível caso de homicídio culposo, causado por erro médico”, disse.

Ele ainda acrescenta que “aguardamos a confecção do laudo de necropsia junto ao Instituto Médico Legal (IML), para que a investigação possa prosseguir, não só na produção de provas objetivas, como juntada de laudos, documentos, registros da clínica e da equipe médica, como também as provas subjetivas como declarações de pessoas da família, amigos e eventualmente outras pessoas que já tenham sido atendidas no local ou pelo médico para que possamos esclarecer de forma conclusiva o que de fato aconteceu”, disse.

O delegado Vinicius Dias, que coordena a investigação, relatou que a vítima chegou a ser socorrida para um hospital. “Conforme relatos, ela chegou na clínica na sexta pela manhã, realizou o procedimento e a partir daí teve um quadro de instabilidade após a cirurgia. Houve a intercorrência em virtude de uma reação fisiológica dela, não sabemos ainda se foi causada por medicamento, ou outro tipo de complicação cardíaca ou pulmonar. E como ela não tinha plano de saúde, a clínica solicitou através de uma ambulância o remanejamento dela para um hospital para ser atendida com um aparato maior”, detalhou.

Ainda segundo o delegado, a clínica tem autorização para fazer o procedimento para paciente com risco cirúrgico pequeno. “A informação já confirmada nos autos é que o risco cirúrgico dela era considerado moderado. Agora vamos analisar a questão do alvará, junto à prefeitura e com a vigilância sanitária para saber quais são os procedimentos que podem ser realizados pela unidade”, disse.

Alerta

O chefe do 1º Departamento, Wagner Sales, faz um alerta para as pessoas que desejam fazer algum procedimento cirúrgico. “Ao buscar um procedimento cirúrgico, que é um procedimento de risco, procurem profissionais habilitados. Deve-se consultar se o médico é credenciado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, no Conselho Regional de Medicina. Essas pesquisas podem ser feitas pela internet”, orientou.

“Desconfiar de profissionais que cobram valores muito abaixo do mercado. Visitar a clínica onde será realizado o procedimento e certificar se tem o alvará de funcionamento concedido pela prefeitura, além de pedir para ter acesso à licença sanitária. Se cercar de um maior número de informações para tomar a decisão certa”, finalizou.

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