Baixa umidade do ar vai continuar em BH e pode causar até dor de cabeça

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Massa de ar seco que atua sobre a cidade não deve dar trégua até o fim de semana (Amanda Dias/BHAZ)

A Coordenadoria da Defesa Civil de Belo Horizonte emitiu, nesta quarta-feira (16), um novo alerta para a baixa umidade do ar na cidade. De acordo com o órgão, os índices na capital devem ficar abaixo de 30% até o fim da tarde do próximo domingo (20).

Segundo a Defesa Civil, a umidade será afetada por uma massa de ar seco durante todo esse período. Os níveis alarmantes são cenário perfeito para o agravamento de sintomas de doenças respiratórias e podem provocar ainda dores de cabeça e sangramentos pelo nariz.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) considera a umidade do ar ideal é quando o índice está igual ou superior a 60%. Abaixo disso, a entidade também recomenda atenção para os efeitos do clima na saúde das pessoas.

‘Água é o principal’

Já que aumentar os níveis da umidade do ar não está ao alcance de ninguém, o que nos resta é redobrar os cuidados e tentar minimizar os efeitos. E para isso, a dica mais valiosa de todas é também a mais simples: beber água. O médico Leandro Curi reforça que, principalmente nesse período, é muito importante não esperar a sede chegar.

“Quando a pessoa está com sede, o organismo dela já está desidratado, então a dica é não deixar chegar lá. É beber água o tempo todo, andar com garrafinha cheia e não esperar a vontade chegar. Tem muita gente que fala que não consegue fazer isso, mas sempre é tempo de criar o hábito”, explica ao BHAZ.

Ele pontua ainda que isso ajuda não só a amenizar os impactos do tempo seco, mas também garante que outras infecções não aconteçam neste período: “Nesse tempo, nós vemos mais comumente alergias respiratórias, tipo a rinite. Quem tem asma e bronquite também piora e, se a pessoa não se cuidar, ela pode ter outras infecções, porque as vias áreas são portas de entrada para alguns micróbios e vírus”.

Outro aliado nessas horas é o umidificador de ambientes, mas Leandro alerta que as versões “caseiras” – como a famosa bacia de água – não são tão eficientes: “Umidificador ajuda, mas bacia de água tem uma evaporação muito lenta, que vai fazer pouca diferença”, explica.

Por outro lado, a recomendação é ficar o mais longe possível do ar condicionado enquanto a umidade do ar não melhorar. “É bom evitar, por mais difícil que seja, o ar condicionado, porque ele vicia também o ar do local. Não é um bom ar”, aconselha o médico, que ainda reforça: “Nada disso não substitui o aumento excessivo de hidratação. Água é o principal”.

‘Espero que eu tenha saúde’

Nas redes sociais, o tempo seco já tem dado o que falar há algum tempo. Desde o fim da semana passada, a umidade em Belo Horizonte atingiu um nível que, segundo especialistas, é o mesmo que ocorre em regiões de deserto e já não faltam reclamações. “Cheguei em BH hoje com um calor de matar e seco que minha boca tá rachando. Espero que eu tenha saúde para isso”, comentou uma usuária do Twitter.

Uma segunda internauta também já começou a sentir na pele os efeitos da baixa umidade: “Esse tempo seco de BH conseguiu fazer meu nariz sangrar”. Um terceiro lembrou ainda de problemas comuns em outras épocas do ano e lamentou: “Esse tempo seco e quente por tanto tempo… Eu fico pensando quando chover aqui em BH, vai destruir a cidade toda”. “O tempo tá tão seco que nem suor tá tendo vez”, brincou um outro.

Reforce os cuidados

Confira abaixo as recomendações listadas pela Defesa Civil para os dias em que os índices da umidade do ar são mais críticos:⠀

  • Hidrate-se durante o dia;
  • Prefira alimentos leves e frescos, como saladas, frutas, carnes grelhadas;
  • Evite frituras
  • Durma em local arejado e umedecido por aparelhos umidificadores, ou ainda coloque uma bacia com água
  • Evite atividades físicas ao ar livre e exposição ao sol entre as 10h e as 17h
  • Evite banhos com água quente, para não potencializar o ressecamento da pele. Se necessário, use hidratante
  • Em caso de problemas respiratórios, procure um especialista
  • Em caso de incêndio em mata ou floresta, avise imediatamente ao Corpo de Bombeiros (193), Defesa Civil (199) ou Polícia Militar (190
Edição: Aline Diniz
Giovanna Fávero
Giovanna Fáverogiovanna.favero@bhaz.com.br

Estudante de Jornalismo na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG). Escreve com foco na área de Guia e Cultura no BHAZ.

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