Para o lanterna sem técnico: Cruzeiro sofre dura derrota e preocupa torcedor

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Desolação de Arthur Caike ilustra sentimento cruzeirense (Pei Fon/Zimel Press/Folhapress)

Por Sara Zeferino, especial para o BHAZ

O alento proporcionado pela estreia de Ney Franco durou pouco. Após bater o Vitória logo no jogo inicial do novo técnico, o Cruzeiro voltou a decepcionar seu torcedor e perdeu, por 3 a 1, para o então lanterna da Série B, CSA. A esperança do torcedor volta a dar lugar ao desespero: a outrora inimaginável zona do rebaixamento para a Série C está próxima – muito próxima. O time alagoano por sua vez, que jogou dentro de casa, se afasta da lanterna e já enxerga a saída do Z4.

Nem mesmo com um técnico efetivo o CSA contava. A vitória foi liderada pelo auxiliar técnico Adriano Rodrigues, que assumiu o time depois da demissão de Argel Fucks, à frente da equipe por apenas 18 dias. Os alagoanos continuam na zona de rebaixamento, mas agora podem vislumbrar uma saída da incômoda região da degola já na próxima rodada, com uma combinação de resultados. CSA vai encarar o Juventude no sábado (26).

Já o Cruzeiro está na 15ª posição na tabela, com 10 pontos em 10 jogos, sendo 4 vitórias, 4 derrotas e 2 empates. E o pior: tem um jogo a mais do que dois clubes que estão atrás, o próprio CSA e o Botafogo-SP – vitórias desses dois times jogariam o Cabuloso no Z4. O próximo confronto da equipe será contra o Avaí, na próxima sexta-feira (25), às 21h30, em Belo Horizonte.

Sem o Camisa 9

Ney Franco decidiu colocar o time em campo sem ter um jogador referência dentro da grande área. O treinador optou por Aírton, Arthur Caíke e Régis como trio de ataque e apostou no Régis como o ‘falso 9’. Thiago, única opção de centroavante para o jogo, começou no banco e Marcelo Moreno cumpria suspensão pelo 3º cartão amarelo.

Cabeceou e abriu o placar

Em cobrança de escanteio, Rodrigo Pimpão desviou na primeira trave, e a bola sobrou para Cléberson, que estava praticamente sem marcação. O zagueiro do time alagoano não perdoou: CSA 1 a 0.

Bola parada de novo!

Em nova falha na marcação aérea, o time de Alagoas ampliou o placar contra a equipe cruzeirense. Rafinha cruzou na grande área do Cruzeiro e a bola foi direto na cabeça do zagueiro Alan Costa, que ampliou o placar para o time alagoano.

Mudanças e esperança

Depois de ver o CSA ampliar o placar, Ney Franco decidiu colocar Thiago, que tinha iniciado o jogo no banco, no lugar de Jadsom. Alguns minutos depois, Arthur Caíke reclamou de dores e também foi substituído por Daniel Guedes.

Aos 21 do 2T, esperança celeste. Matheus Pereira, lateral esquerdo de apenas 19 anos vindo da base azul, recebeu a bola de Roberson e chutou para o fundo do gol, sem chances para o goleiro Matheus Mendes.

Água fria: do alto de novo!

Mas a esperança não durou quase nada. Cinco minutos depois do Cruzeiro diminuir o placar, o time mineiro tomou mais um gol em uma jogada aérea. Pedro Júnior cruzou a bola na área e Pedro Lucas estava lá para marcar mais um a favor do CSA.

FICHA TÉCNICA
CSA 3 X 1 CRUZEIRO

Local: Rei Pelé, no Maceió (AL)
Data: 19 de setembro de 2020, sábado
Horário: 21h (de Brasília)
Árbitro: Grazianni Maciel Rocha (RJ)
Assistentes: Andrea Izaura Maffra Marcelino de Sa e Lilian da Silva Fernandes Bruno (RJ)
Cartões amarelos: Pedro Júnior e Pedro Lucas (CSA); Machado (Cruzeiro)
Cartão vermelho: Rodrigo Pimpão (CSA)
Gols: Cleberson, aos 11 do 1T, Alan Costa, aos 28 do 1T e Pedro Lucas, aos 26 do 2T (CSA); Matheus Pereira, aos 22 do 2T

CSA: Matheus Mendes, Diego Renan, Alan Costa, Cleberson e Rafinha; Márcio Araújo, Geovane e Yago (Marquinhos); Pedro Júnior (Cedric), Rodrigo Pimpão e Paulo Sérgio (Pedro Lucas)
Técnico: Adriano Rodrigues

CRUZEIRO: Fábio; Rafael Luiz (Roberson), Cacá, Léo e Matheus Pereira; Jean, Jadsom (Thiago) e Maurício; Arthur Caike (Daniel Guedes), Régis e Airton (Machado)
Técnico: Ney Franco

Edição: Thiago Ricci

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