Colégio Militar recua em queda de braço e suspende aulas presenciais

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Colégio Militar, enfim, recuou e suspendeu aulas presenciais (Camila Saraiva/BHAZ)

Com apenas um dia do retorno às aulas presenciais, o Colégio Militar de Belo Horizonte anunciou que vai suspender novamente esse tipo de atividade. O comunicado foi feito pelo coronel Régis Rodrigues Nunes, dirigente do colégio, nesta segunda-feira (21) – poucas horas depois de uma nova determinação da Justiça Federal fixar multa de R$ 50 mil por dia de descumprimento das orientações.

No anúncio, o diretor do colégio afirma que a decisão de suspender as aulas foi tomada para atender a determinação da Justiça e que seguirá as determinações até que haja uma nova manifestação do juiz responsável pelo caso. “Informo que está suspensa, momentaneamente, a retomada das aulas presenciais dos alunos do CMBH desde já, o que implica no cancelamento das atividades presenciais a partir de 22 de setembro”, conclui Nunes.

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Alunos tiveram apenas um dia de aula antes do anúncio da nova suspensão (Divulgação/CMBH)

Recuo

No fim da tarde de hoje, o juiz Willian Ken Aoki, da 3ª Vara Federal Cível, já havia determinado que, caso o CMBH insistisse em manter a retomada das aulas presenciais, em desacordo com a determinação judicial, teria que pagar R$ 50 mil por dia de descumprimento. Além disso, o magistrado alertou também para a possibilidade de adoção de medidas administrativas e criminais aplicáveis em caso de desobediência à Justiça.

Na decisão, o juiz avaliou que cabe à PBH (Prefeitura de Belo Horizonte) determinar quando será o momento ideal para a volta às aulas na capital: “Apenas quando seja determinado esse retorno, pelas autoridades sanitárias municipais, poderá o Colégio Militar de Belo Horizonte cogitar do retorno às aulas presenciais, desde que atenda a que dispuserem as autoridades sanitárias municipais quanto às medidas de prevenção que venham a ser estipuladas”.

A decisão do colégio de acatar a determinação da Justiça e suspender as atividades momentaneamente vem após quatro dias de embates, que incomodaram líderes do setor e preocuparam pais, alunos e funcionários.

Edição: Thiago Ricci
Giovanna Fávero
Giovanna Fáverogiovanna.favero@bhaz.com.br

Estudante de Jornalismo na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG). Escreve com foco na área de Guia e Cultura no BHAZ.

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