Filmes de terror integram programação do ‘CineClássico Quarentena’

filme frankenstein 1931
Frankenstein, clássico filme da década de 30, é um dos selecionados pelo CineCentro (Reprodução/Frankenstein)

Da UFMG

A programação do projeto CineClássico Quarentena da UFMG deste mês indica clássicos de terror em homenagem ao centenário do longa-metragem O gabinete do Dr. Caligari, dirigido por Robert Wiene, considerado um dos precursores do gênero. Esse cânone cinematográfico inspirou e inspira novas gerações de filmes.

A evolução das películas de terror está intimamente relacionada com a história do cinema, iniciando com as primeiras experiências de Georges Méliès, passando pelos mudos do expressionismo alemão na década de 1920, alcançando a fase hollywoodiana dos monstros da Universal, até as recentes produções fundamentadas em questões político-sociais aprofundadas, como Corra, de Jordan Peele, e Parasita, de Bong Joon Ho.

O cinema de terror forjou grandes heróis e vilões que imortalizaram atores e personagens, como Bela Lugosi, Boris Karloff, Christopher Lee, Peter Cushing e Vincent Price. A programação organizada pelo Centro Cultural cobre quase 40 anos da história do gênero (1930 a 1968), com sugestão de filmes de monstros, criaturas sobrenaturais, serial killers, casas assombradas, zumbis, vampiros e crianças possuídas. São produções que exploram profundamente os medos e a ansiedade.

Os filmes podem ser encontrados na internet:

Frankenstein – 1931, Estados Unidos (EUA), direção: James Whale, 70 minutos, 12 anos
Cientista (Colin Clive) obcecado pela origem da vida recria em seu laboratório uma criatura meio monstro, meio homem (Boris Karloff), com partes de corpos sem vida. No entanto, ele não sabe que o cérebro pertencia a um assassino.

Drácula – 1931, EUA, diretor: Tod Browning, 74 minutos, 12 anos
Neste grande clássico do horror, Conde Drácula, imortalizado por Bela Lugosi, levanta-se do seu sombrio castelo nos Montes Cárpatos para levar o terror aos habitantes de Londres, na Inglaterra.

M, o vampiro de Düsseldorf – 1931, Alemanha, direção: Fritz Lang, 117 minutos, 14 anos
Assassino em série de crianças na cidade alemã de Düsseldorf põe a polícia e a população em estado de alerta máximo.

Sangue de pantera –  1942, EUA, direção: Jacques Tourneur, 73 minutos, 12 anos
Irena Dubrovna (Simone Simon) é uma bela e misteriosa jovem que vai trabalhar em Nova York como designer de modas e se casa com Oliver Reed (Ken Smith). Ela vive obcecada pela ideia de ser vítima de uma maldição, pois descenderia de uma raça diferente de mulheres que possui o sangue de pantera e, quando entra em contato com fortes emoções, começa a colocar a vida de todos em risco.

A morta viva – 1943, EUA, direção: Jacques Tourneur, 69 minutos, 12 anos
Uma enfermeira (Frances Dee) contratada para cuidar da esposa (James Ellison) de um grande fazendeiro (Tom Conway) que vive nas Índias Ocidentais se envolve com os dramas da família e passa a suspeitar que sua paciente possa ser uma morta viva.

O vampiro da noite – 1958, Inglaterra, Direção: Terence Fisher, Color, 82 minutos, dublado, 14 anos
Ao investigar a misteriosa morte de Jonnathan Harker (John Van Eyssen), Dr. Van Helsing (Peter Cushing) descobre que ele foi mordido pelo Conde Drácula (Christopher Lee) e sai em busca da esposa e da família da vítima, que agora também estão na mira do vampiro.

A casa dos maus espíritos – 1961, EUA, direção: William Castle, 75 minutos, 12 anos
Frederick Loren (Vincent Price), um milionário excêntrico, propõe um desafio a cinco pessoas desconhecidas: passar uma noite em uma casa mal-assombrada, sem poder sair do local até o amanhecer. O prêmio para cada uma que chegar viva será de 10 mil dólares. Se no início tudo parece uma divertida brincadeira, após a meia noite as coisas vão ficando cada vez mais aterrorizantes.

Os inocentes – 1961, USA, Direção: Jack Clayton, 100 minutos, 12 anos
Durante a era vitoriana, na Inglaterra, dois irmãos, Flora (Pamela Franklin) e Miles (Martin Stephens), moram com seu tio em uma antiga casa após ficarem órfãos. Os meninos ficam sob os cuidados da senhorita Giddens (Deborah Kerr), uma governanta muito competente, que ganha total liberdade na criação dos meninos. Porém, as duas crianças começam a ser possuídas por espíritos que habitavam a casa.

A noite dos mortos vivos – 1968, Inglaterra, direção: George A. Romero, 96 minutos, 14 anos
Bem (Duane Jones) e Barbra (Judith O’dea) devem lutar para sobreviver quando os mortos levantam de seus túmulos para se alimentarem dos vivos. Eles encontram refúgio em uma fazenda, mas terão de fugir antes que sejam alcançados.

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