Incêndio na Serra do Cipó destruiu mais da metade do Parque Nacional

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Número ainda pode aumentar nas próximas horas (Divulgação/CBMMG)

Depois de quase dez dias de trabalhos intensos, o Corpo de Bombeiros de Minas conseguiu controlar as chamas que consumiam a vegetação do Parque Estadual da Serra do Cipó, na região Central do estado. Antes disso, o incêndio destruiu cerca de 16 milhões de metros quadrados – o que equivale a mais da metade da área do parque. E esse número pode subir nas próximas horas, já que os militares ainda vão fazer novas atualizações dos estragos.

O incêndio, que começou no último dia 28, foi extinto na noite de ontem (6). Conforme a corporação, ao longo do dia de hoje (5), os bombeiros e a gerência do parque estão sobrevoando a área para garantir que nenhum ponto volte a se incendiar e fazer uma última visualização geral antes de desmobilizar as equipes que trabalharam no combate.

Essa última visualização será importante para determinar o tamanho do estrago final. De acordo com o IEF (Instituto Estadual de Florestas), o parque tem, ao todo, 26,7 mil hectares. O último balanço, feito na noite de ontem, aponta que cerca de 60% dessa região foi destruída.

As chamas no local começaram na manhã do último dia 28, com vários focos espalhados em locais de difícil acesso. Em apenas algumas horas, os militares receberam a informação de que um dos principais focos seria atrás de uma pousada, mas ninguém ficou ferido. Apenas nos primeiros dois dias, a ação no Parque Nacional mobilizou 25 militares, 23 brigadistas e uma aeronave.

Falta de colaboração

Ao longo dos trabalhos, os militares precisaram lidar com diversos agravantes, como o tempo seco, o calor e os terrenos irregulares, mas um fator marcou as operações: a falta de colaboração dos civis. Na reta final do combate, mesmo com vários pontos ardendo em chamas, os turistas fazem filas quilométricas na entrada para as cachoeiras.

A associação ecológica Cipó Vivo, de preservação ambiental, relatou que as pessoas estavam atrapalhando o deslocamento de brigadistas e bombeiros no combate ao fogo. Nas redes sociais, internautas condenaram a atitude das pessoas que estão indo até o local para se divertir em meio ao caos (relembre aqui).

Edição: Marcela Gonzaga
Giovanna Fávero
Giovanna Fáverogiovanna.favero@bhaz.com.br

Estudante de Jornalismo na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG). Escreve com foco na área de Guia e Cultura no BHAZ.

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