Museus e galerias de arte reabrem amanhã em BH; veja protocolos

Imagem da fachada do CCBB em BH
Para evitar aglomerações, os espaços devem controlar o fluxo dos visitantes (Reprodução/Google Street View)

Os museus e galerias de arte, fechados na capital mineira desde o dia 18 de março devido à pandemia de Covid-19, poderão reabrir ao público a partir de amanhã (10). A PBH (Prefeitura de Belo Horizonte) divulgou, nesta sexta-feira (9), os protocolos que os estabelecimentos devem seguir para retomar as atividades presenciais.

Os locais devem disponibilizar álcool 70%, exigir uso de máscara, proibir entrada e consumo de alimentos e bebidas nas áreas de circulação e exposição de artes, entre outras exigências (veja abaixo).  

Em entrevista exclusiva ao BHAZ ontem (8), o prefeito Alexandre Kalil (PSD) confirmou que cinemas, teatros e shows – suspensos desde março – serão liberados a partir do dia 30 deste mês (leia a reportagem aqui). Um decreto regulamentando o retorno desse setor deve ser publicado neste sábado.

Distanciamento

Para evitar aglomerações, os espaços devem controlar o fluxo dos visitantes, priorizando uma única direção de circulação. Se possível, as entradas e saídas devem ser diferentes. Já as visitas para grupos maiores que 6 pessoas só podem acontecer mediante agendamento.

Os lugares nas filas devem ser demarcados com sinalização no piso e/ou barreiras, respeitando o distanciamento de 2 metros entre as pessoas. O número máximo de pessoas permitidas deve estar visível no acesso do espaço cultura.

Ingressos

No caso de disponibilização de ingressos, pagos ou gratuitos, recomenda-se que sejam retirados preferencialmente por meios virtuais/eletrônicos.  A conferência também deve ser feita, se possível, com dispositivos leitores óticos, como código de barras e QR Code.

Nas bilheterias e guichês, devem ser instaladas barreiras de proteção entre atendentes e clientes. Os pontos de venda ou distribuição gratuita de ingressos/senhas precisam ser alternados, caso a distância entre eles seja inferior a 1,5 metro.

Veja as principais regras:

Saiba o que pode e o que não pode. Verifique se o estabelecimento está cumprindo o protocolo (veja na íntegra abaixo).

  • Todos os espaços dos museus e galerias devem ter a disposição de visitante e funcionários dispensadores com álcool 70%;
  • Os horários entre as visitas agendadas devem ser aumentados para garantir a higienização adequada dos ambientes;
  • Restringir o acesso a obras de arte ou itens de exposição manipuláveis, sinalizando e comunicando a impossibilidade de uso;
  • Está proibida a utilização de telas sensíveis ao toque;
  • Adaptar obras e equipamentos com sistemas tecnológicos interativos para uso sem contato; se não for possível, recomenda-se o desligamento e isolamento dos dispositivos, sinalizando e comunicando a impossibilidade de uso;
  • O museu deve garantir a desinfecção entre os usos de mobiliários, chaves manipulados pelos visitantes o audioguias, fones de ouvido e dispositivos semelhantes;
  • Privilegiar a ventilação natural do ambiente, mantendo portas e janelas abertas sempre que possível;
  • Restringir o uso de elevadores para 50% da capacidade, com demarcação no piso;
  • Limitar a utilização de bebedouros, pelos usuários, somente à coleta de água em recipientes individuais ou copos descartáveis, sendo vedado o uso de bebedouros de jato inclinado;
  • Utilizar apenas lixeiras com tampa acionada por pedal;
  • Substituir a impressão e distribuição de panfletos por cartazes e divulgação virtual.

Acesse a proposta do protocolo completa aqui.

Edição: Aline Diniz
Camila Saraiva
Camila Saraivacamila.saraiva@bhaz.com.br

Jornalista formada pela PUC-Minas em 2015. Pós-graduada em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo Centro Universitário UniBH em 2019.

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