Nem do lanterna: Cruzeiro não supera Oeste e Ney Franco é demitido

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Cruzeirenses lamentam mais uma chance desperdiçada (Guilherme Rodrigues/MyPhoto Press/Folhapress)

Por Beatriz Kalil Othero, especial para o BHAZ

Parece disco riscado, mas como está difícil a vida do cruzeirense! O bicampeão da Libertadores e maior vencedor da Copa do Brasil não conseguiu superar o lanterna da Série B, Oeste, que vinha de cinco derrotas seguidas. O jogo disputado neste domingo (11) na Arena Barueri, no interior de São Paulo, foi difícil até de assistir – e, com o resultado, o Cabuloso estacionou na penúltima posição da divisão inferior.

Após o resultado, Ney Franco foi demitido. O treinador, que estreou com vitória no dia 11 de setembro, durou apenas sete jogos – com aproveitamento de 33%. Já o Cruzeiro, agora, recebe o Juventude na próxima sexta (16), às 21h30. O duelo será no Mineirão, mas o time gaúcho está no outro extremo da tabela: em 5ª lugar, disputando uma vaga no G4, que dá acesso à Série A. O Oeste por sua vez, lanterna na disputa, visita o Confiança no Batistão, em Aracaju, no próximo sábado (17), às 16h30.

Que sono!

A partida começou morna, com os times trocando passes mais cautelosamente. Aos 11, o Cruzeiro teve a primeira chance de abrir o placar: depois de cabeçada de Arthur Caíke, a bola quase pegou o goleiro Luiz no contrapé, mas saiu pela linha de fundo. Pouco depois, aos 13, o lateral Daniel Guedes fez o desarme, bateu da entrada da área e a bola subiu, passando muito perto do gol. O jogo voltou a esfriar, e só rolou outro lance minimamente interessante aos 25: Mazinho, meia do Oeste, tentou colocar a bola na gaveta de fora da área, mas foi para fora.


Enfim, alguma emoção

Já nos últimos minutos da primeira etapa, aos 39, o Oeste quase abriu o placar: numa rápida jogada, o lateral Eder Sciola achou Mazinho livre de frente para o gol. O meia chutou cruzado, e a bola tirou tinta da trave de Fábio. Aos 45, em cobrança de falta, o cruzeirense Filipe Machado chutou uma bomba à longa distância, e o goleiro Luiz mandou para escanteio.

Mesmo time, mesma sonolência

Os times voltaram os mesmos para o segundo tempo, sem substituições – o que desagradou a torcida celeste, que esperava que Ney Franco fosse mexer no time. O Cruzeiro tentava adiantar a marcação, para avançar sobre o time da casa e tentar o resultado. E, aos 12, a pressão quase fez efeito: dentro da área, Jadson chegou chutando e a bola passou muito perto, à direita do gol do arqueiro Luiz. Poucos minutos depois, com 17 de 2T, Airton cruzou bem para Sassá, que não conseguiu cabecear e a bola foi para a linha de fundo. Porém, o clube celeste ainda demonstrava dificuldade em apresentar perigo no jogo, e depois, caiu de rendimento.

Resultado do tamanho do jogo

Se o 1T foi morno, o 2T conseguiu ser ainda mais: os times não chegaram com perigo ao gol, e passaram a maioria da partida se defendendo, tocando a bola e administrando o empate. O árbitro Alisson Sidnei Furtado deu 4 minutos de acréscimo, e o jogo esquentou só no finalzinho: aos 49, o Oeste quase fez. Depois de cobrança de falta, Madson desviou a bola e Fábio fez uma grande defesa.

No último lance, aos 50, em falta a favor do Cruzeiro, Régis bateu, e a bola foi na barreira; no rebote, ele chutou e Luiz defendeu. Logo depois, o árbitro apitou o fim da partida: mais uma atuação decepcionante do time celeste, que se complicou ainda mais na Série B do Brasileirão, na 19ª posição, com apenas 12 pontos em 45 disputados.

FICHA TÉCNICA
OESTE X CRUZEIRO

Local: Arena Barueri, em Barueri (SP)
Data: 11 de outubro de 2020, domingo
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro: Alisson Sidnei Furtado (TO)
Assistentes: Natal da Silva Ramos Júnior (TO), Fernando Gomes da Silva (TO) e Douglas Marques das Flores (SP)
Cartões amarelos: Matheus Dantas, Gustavo Salomão, Yuri (Oeste); Machado (Cruzeiro)

OESTE: Luiz; Éder Sciola, Renan Fonseca, Matheus Dantas e Gustavo Salomão; Betinho (Lídio), Yuri, Caio (Kauã), Marlon (Madson) e Mazinho (Fabrício Oya); Welliton (Luan)
Técnico: Thiago Carpini

CRUZEIRO: Fábio; Rafael Luiz, Manoel, Ramon e Daniel Guedes; Jadsom Silva (Maurício), Filipe Machado (Régis), Jadson; Airton, Arthur Caíke (Adriano) e Sassá (Zé Eduardo)
Técnico: Ney Franco

Edição: Thiago Ricci

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