Justiça Eleitoral barra propaganda de JVX contra Kalil

joão vítor xavier e kalil
Peça publicitária era sobre o período chuvoso na cidade (Luiz Santana/ALMG + Amanda Dias/BHAZ)

A Justiça Eleitoral de Belo Horizonte suspendeu uma propaganda do deputado e candidato à Prefeitura da capital mineira, João Vítor Xavier (Cidadania). O pedido foi feito pela coligação de Alexandre Kalil (PSD) com o argumento de que a peça não apresenta o nome do parlamentar ou do candidato a vice dele, Leonardo Bortoletto, conforme determinado pela legislação. A assessoria de JVX afirma que “a questão está pendente de análise”.

A propaganda em questão tratava sobre os problemas provocados pelas enchentes e apresentava uma fala de Kalil após as fortes chuvas. “A culpa do que aconteceu aqui é do prefeito. Nós vamos colocar em licitação já o modelo de projeto pro Vilarinho”, disse Kalil na ocasião. Na sequência uma locutora afirma que “Kalil mentiu”. “Entra ano e sai ano, as pessoas continuam perdendo suas casas. Suas vidas… Até quando, Kalil?”, questiona na sequência.

O juiz eleitoral Elias Charbil Abdou, da 28ª Zona Eleitoral, determinou que a propaganda não fosse mais veiculada “imediatamente”, tanto em emissoras de rádio, como de TV, por não conter o “nome do candidato a prefeito e de seu vice”. “Entendo que a necessidade de constar o nome dos candidatos em propaganda eleitoral, veiculada na rádio ou televisão, é medida que se impõe pelos motivos acima expostos”, argumentou o magistrado em um dos trechos da decisão publicada na segunda-feira (12).

‘Questão técnica’

Em nota, a assessoria de JVX informou, ao BHAZ, “que o mais importante a ser destacado é que não houve um questionamento ao conteúdo da propaganda”. “O questionamento foi de uma questão técnica, que é a assinatura na pela pelos candidatos majoritários. A questão está pendente de análise no Tribunal Regional Eleitoral”.

A assessoria ainda ponderou que Kalil tenta “esconder da população a ineficiência da administração” ao “tentar impedir a divulgação da propaganda eleitoral por uma questão de assinatura”. “O mais grave é saber que 14 pessoas morreram nas chuvas de BH. Isso é uma tristeza para a nossa cidade e mostra a ineficiência dessa gestão”. A nota pode ser lida na íntegra abaixo.

Nota da assessoria de JVX na íntegra

“Reafirmamos que o mais importante a ser destacado é que não houve na decisão um questionamento ao conteúdo da propaganda. O questionamento foi de uma  questão técnica, que é a assinatura na peça pelos candidatos majoritários.

A questão está pendente de análise no Tribunal Regional Eleitoral.

O fato do candidato adversário tentar impedir a divulgação da propaganda eleitoral por uma questão de assinatura revela o seu interesse de tentar esconder da população a ineficiência da administração. O mais grave é saber que 14 pessoas morreram nas chuvas de BH. Isso é uma tristeza para a nossa cidade e mostra a ineficiência dessa gestão”.

Edição: Roberth Costa
Vitor Fórneas
Vitor Fórneasvitor.forneas@bhaz.com.br

Repórter do BHAZ desde maio de 2017. Jornalista graduado pelo UniBH (Centro Universitário de Belo Horizonte) e com atuação focada nas editorias de Cidades e Política. Teve reportagens agraciadas pelo prêmio CDL.

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