Saaaaaai, zica!! Felipão estreia com pé direito e Cruzeiro, enfim, vence

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Jogadores do Cruzeiro comemoram resultado (Gustavo Aleixo/Cruzeiro)

Por Sara Zeferino, especial para o BHAZ

O cruzeirense, enfim, poderá ter uma noite de sono tranquila. O técnico Felipão estreou com o pé direito nesta terça-feira (20) e viu o time vencer o Operário (PR) fora de casa. A vitória coloca fim a uma série de quatro partidas sem triunfo na Série B, mas ainda é insuficiente para tirar o time estrelado da zona da degola. De qualquer forma, o torcedor dorme tranquilo com a esperança de ter visto o início de uma recuperação.

O próximo compromisso, marcado para domingo (25) em Pernambuco, é contra um concorrente direto na rabeira da tabela: o Náutico, que possui hoje apenas dois pontos a mais do que o Cruzeiro. Uma nova vitória significa ultrapassar o time nordestino. Já o Operário desperdiçou a chance de se aproximar do grupo que briga pelo G4 e demitiu Gerson Gusmão, que estava à frente da equipe há quatro anos. O time, agora, joga contra a Chapecoense na sexta-feira (23), na Arena Condá, às 21h30.

Esperança é a última…

O último trabalho do técnico Felipão foi no Palmeiras, de 2018 a 2019, quando foi demitido por uma sequência de resultados ruins. No entanto, o comandante conquistou o Brasileirão de 2018 com uma ótima campanha: tirou o time paulista da 7ª posição para conquistar o caneco. Certamente o título de campeão é algo distante para o Cruzeiro, mas o acesso ainda é o sonho de alguns torcedores com a chegada do novo técnico. E o resultado da estreia foi animador…

Chegou e mudou

Os torcedores esperavam por mudanças no time – e no futebol a voz da torcida é a voz de Deus. Logo na estreia no comando do Cruzeiro, Felipão promoveu algumas novidades na escalação: Adriano se juntou a Jadsom para formar a dupla de volantes e o trio de ataque foi formado por Arthur Caíke, Marcelo Moreno e Marquinhos Gabriel. Outro retorno foi o de Matheus Pereira, que se recuperou da Covid-19.

Tirou na hora H

E, ainda no início, dava pinta de que as mudanças surtiriam efeito. Aos 15, Arhur Caíke recebeu bom lançamento, avançou na direção da grande área, mas teve chute travado pelo zagueiro Ricardo Silva. Mas não eram só flores na estreia do treinador pentacampeão do mundo. Um minuto depois da primeira chegada do Cruzeiro, o time de Ponta Grossa chegou ao ataque com um chute de fora da área, mas sem oferecer perigo ao Fábio.

‘Olhos sangrando’

É, mas a animação com a estreia de novo treinador ficou só no papel mesmo. O primeiro tempo foi decepcionante para o torcedor celeste que esperava um Cruzeiro criativo e ameaçador. O time de Felipão soou perigoso só nas faltas: cometeu 11 infrações nos primeiros 45 minutos. O Operário também não conseguiu criar muito e não assustou a equipe mineira. A primeira etapa deixou a desejar para os torcedores de ambos os lados.

Só no quase…

Novo tempo, novo jogo? Aos 13 do 2T, Thomaz desarmou Régis, ficou com a bola e arriscou um chute – mas sem direção. Um minuto depois, o Operário chegou de novo, mas dessa vez com um chute do volante Marcelo, que foi facilmente defendido por Fábio. O Cruzeiro respondeu em cobrança de falta frontal. Marquinhos Gabriel mandou a bola no canto direito do goleiro Thiago Braga, que fez boa defesa e impediu que a equipe mineira abrisse o placar aos 19 minutos.

Grito entalado

A etapa final foi mais movimentada, mas, quando parecia que o torcedor poderia soltar o grito de gol, decepção. Aos 23, em bola cruzada pelo lado esquerdo de ataque do Cruzeiro, Arthur Caíke apareceu sozinho na área para cabecear no canto do gol, massss… Thiago Braga fez bela defesa e impediu o primeiro gol do jogo. Do lado paranaense, aos 36, o zagueiro Marcelo Bonfim apareceu na cara do Fábio após cobrança de falta, mas mandou a bola pra cima.

Enfim, o grande momento!

E não é que o golzinho chorado saiu? Aos 39 da etapa final, Airton avançou bem, partiu pra cima, olhou para a área e cruzou rasteiro. Arthur Caíke dominou e chutou para o fundo do gol pra tirar o grito que estava entalado na garganta dos cruzeirenses. Enfim, o grito de gol pôde ser entoado pelo torcedor celeste. 1 a 0!

Outro gol!

A vida do cruzeirense não está fácil há algum tempo. Quando parecia que estava tudo controlado, o zagueiro Bonfim apareceu aterrorizando já nos acréscimos, aos 46. Mas o jogador da equipe paranaense não esperava ele, sempre ele: Fáaaaaabio! O goleirão apareceu com a precisão conhecida para garantir a vitória na estreia de Felipão.

FICHA TÉCNICA
OPERÁRIO 0 X 1 CRUZEIRO

Local: Germano Kruger, Ponta Grossa (PR)
Data: Terça-feira, 20 de outubro de 2020
Horário: 21h30 (de Brasília)
Árbitro: Diego Pombo Lopez (BA)
Assistentes: Alessandro Alvaro Rocha de Matos (BA), Edevan de Oliveira Pereira (BA) e Leonardo Sígari Zanon (PR)

Cartões amarelos: Douglas Coutinho, Sávio, Ricardo Silva, Peixoto, Marcelo (Operário); Matheus Pereira, Adriano (Cruzeiro)
Gol: Arthur Caíke, aos 39 minutos do segundo tempo (Cruzeiro)

OPERÁRIO: Thiago Braga; Sávio, Bonfim, Ricardo Silva e Peixoto; Leandro Vilela (Jean Carlo), Marcelo e Thomaz (Diego Cardoso); Douglas Coutinho, Jefinho e Maranhão (Fabiano).
Técnico: Gerson Gusmão

CRUZEIRO: Fábio; Rafael Luiz, Ramon, Cacá e Matheus Pereira; Jadsom Silva, Adriano, Régis (Airton) e Marquinhos Gabriel (Maurício); Arthur Caíke (Jadson) e Marcelo Moreno.
Técnico: Luiz Felipe Scolari

Edição: Thiago Ricci

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