PBH se prepara para retomar atividades do programa Academia da Cidade

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A capacidade para aulas coletivas deve ser de uma pessoa a cada 7 metros quadrados (Reprodução/TVUFMG)

A PBH (Prefeitura de Belo Horizonte) está se preparando para retomar as atividades do programa Academia da Cidade. Embora não se tenha a data de quando as aulas presenciais acontecerão, as avaliações dos alunos e a organização dos ambientes está ocorrendo. Além disso, uma possibilidade de aulas virtuais está sendo analisada para atender aos alunos que não puderem comparecer presencialmente.

Os profissionais responsáveis pelas aulas nas academias foram orientados a entrar em contato com os alunos. O contato é para fazer a avaliação da saúde física dos cadastrados e orientá-los a respeito dos exercícios. E com a pandemia da Covid-19, as avaliações também servirão para que o profissional oriente se aquele aluno deve fazer as atividades on-line. A medida é para prevenção do contágio do coronavírus por pessoas dos grupos de risco.

De acordo com a prefeitura da capital, também deve ser avaliado o número de alunos dentro das academias. A capacidade máxima para aulas coletivas deve ser de uma pessoa a cada 7 metros quadrados. Com isso, a quantidade de alunos por turma vai diminuir, e a solução para que todos sejam contemplados será diminuir o tempo das aulas. Reduzindo a duração das aulas, mais turmas serão feitas.

A PBH determinou que o tempo de cada aula seja de 30 minutos, com um intervalo de 20 minutos entre cada turma. Isso é para que não haja grande fluxo de pessoas circulando ao mesmo tempo no espaço da academia. Também foi recomendado que cada turno tenha cinco aulas, podendo ser uma delas no formato virtual, para aqueles que não puderem fazer presencialmente.

Alunos do grupo de risco

Os alunos que não poderão participar da avaliação para retorno às atividades presenciais da academia são os pertencentes ao grupo de risco. Sendo eles:

  • gestantes;
  • puérperas (até 2 semanas após o parto ou abortamento/perda fetal);
  • idade igual ou maior a 60 anos;
  • população indígena aldeada e urbana, e quilombolas;
  • pessoas com pneumopatias: doenças respiratórias; DPOC e asma;
  • doenças pulmonares
  • intersticiais com complicações; fibrose cística com infecções recorrentes; displasia broncopulmonar e com complicações e com complicações
  • pessoas com cardiovasculopatias (incluindo hipertensão arterial sistêmica): doenças cardíacas descompensadas; insuficiência cardíaca mal controlada; doença cardíaca isquêmica descompensada e doença cardíaca congênita;
  • pessoas com nefropatia: doenças renais crônicas em estágio avançado (graus 3, 4 e 5) e pacientes em diálise peritoneal;
  • pessoas com hepatopatia em estágio avançado;
  • pessoas com diabetes melitus;
  • pessoas com obesidade (IMC ≥ 40kg/m2);
  • imunossuprimido ou imunodeprimido por doenças e/ou medicamentos;
  • transplantados de órgãos sólidos e de medula óssea;
  • pessoas com doenças cromossômicas (incluindo anemia falciforme);
  • pessoas em estados de fragilidade imunológica.

Esses alunos poderão receber monitoramento dos profissionais ou até mesmo participar de aulas coletivas no formato on-line.

Edição: Roberth Costa
Andreza Miranda
Andreza Mirandaandreza.miranda@bhaz.com.br

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

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