Filha morre engasgada com comida e pai faz desabafo: ‘Não foi descuido’

garota morre engasgar com comida
Menina de 4 anos morreu após se engasgar com comida em Jundiaí (Divulgação/Samu + Arquivo pessoal)

A repercussão a respeito da morte de uma menina de 4 anos fez com que o pai dela utilizasse o Facebook para fazer um desabafo sobre o caso. Rebecca Rayanne morreu engasgada com comida, na sexta-feira (23), em Jundiaí (SP). Ela jantava em casa quando passou mal. A menina chegou a ser encaminhada para um hospital da região, mas morreu ainda no trajeto.

O fato de Rayanne ter morrido após engasgar fez com que os pais dela tivessem o cuidado com a filha colocado em xeque, principalmente nas redes sociais. Mas o pai dela, Diego Pereira, explica que a garota tinha dificuldades ao se alimentar e que a morte dela não foi por descuido.

Segundo o homem, a filha passou por cirurgias no estômago e engasgava pelo menos cinco vezes por dia. “Não foi descuido. Quem nos conhece sabe o cuidado que tínhamos com ela”, escreveu em um trecho da postagem.

(Reprodução|Facebook)

Má formação

O pai de Rayanne contou ao G1 que a filha passou por duas cirurgias antes mesmo de completar 20 dias de vida. Ela nasceu prematura e foi diagnosticada com atresia no esôfago – uma má formação do órgão.

De acordo com Diego, médicos explicaram que após as cirurgias a filha não falaria. No entanto, a menina surpreendeu a todos começando a falar quando tinha um ano. “Desde quando ela aprendeu a falar, nunca passou um dia sem orar. A maior lição que ela nos passou foi a oração”, contou.

Como prevenir engasgos?

As mortes por obstrução mecânica das vias aéreas ocorrem mais frequentemente no primeiro ano de vida, são mais comuns em meninos e alimentos ou objetos pequenos, em proporções muito parecidas, podem ser responsáveis por estes acidentes.

Os sintomas podem ser mínimos, especialmente no caso de pequenos corpos estranhos e cerca de metade dos episódios sequer é testemunhada.

Estrangulamento pode ocorrer de forma não intencional na população pediátrica, resultando de uma roupa ou cordão ou colar, localizado no pescoço da criança, ficar preso em algum objeto ou móvel. Asfixia pode ocorrer em locais inseguros, como berços com espaço inadequado entre as suas barras, contendo protetores com babados, travesseiros, fraldas, lençóis e cobertores soltos. Sufocação pode ocorrer em crianças que têm acesso a sacos plásticos, principalmente aqueles utilizados para acondicionar lixo.

Prevenindo obstrução mecânica de vias aéreas – orientações:

    – Alimentos e objetos pequenos devem ficar longe do alcance de crianças de até 4 anos de idade.
    – A criança deve ser alimentada sentada no cadeirão ou a mesa, não ficar andando, correndo ou brincando durante as refeições, com comida na boca.
    – O alimento que será administrado à criança pequena deve ser cortado cuidadosamente em pedaços pequenos.
    – A criança deve ser orientada a mastigar bem os alimentos.
    – As refeições das crianças pequenas devem ser supervisionadas, crianças maiores muitas vezes oferecem alimentos perigosos para os irmãos menores.
    – Ensinar a família a não ter em casa brinquedos com partes pequenas, que podem se destacar.
    – Ressaltar o perigo de cordões, fraldas ou colares colocados ao redor do pescoço da criança.

Com Sociedade de Pediatria de São Paulo

Roberth Costa
Roberth Costaroberth.costa@bhaz.com.br

Editor do BHAZ desde junho de 2018 e repórter desde 2014. Participou do processo de criação do portal no ano de 2012. É formado em Publicidade e Propaganda pela Faculdade Promove de Belo Horizonte e tem como foco a editoria de Cidades.

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