Jovem é localizado três dias após desaparecer do Hospital João XXIII

Lucas e viatura da PM
Lucas saiu do hospital e pegou um ônibus e desceu em Venda Nova onde ele ficou por três das na rua Lucas (Arquivo pessoal/Welington Paulino + Amanda Dias/BHAZ)

Depois de ficar sumido por três dias, o jovem Lucas Paulino de Oliveira foi encontrado pela Polícia Militar, na região de Venda Nova, em Belo Horizonte. Lucas desapareceu nessa segunda-feira (26), enquanto estava internado no hospital João XXIII para tratar um ferimento na cabeça.

Segundo Daiane Cristina Victor Romeiro, cunhada de Lucas, ele justificou o sumiço à família dizendo que não queria mais ficar no hospital e encontrou uma garagem por onde pulou o muro e conseguiu sair. Em seguida, ele pegou o primeiro ônibus e foi para Venda Nova. O jovem desceu no ponto final na região e ficou por lá. “Ele contou que ficou dormindo na porta de uma loja e que o dono dava café e almoço pra ele”, disse Daiane em conversa ao BHAZ.

Só ontem quando ele viu uma viatura da polícia passando na rua é que Lucas perguntou aos militares como ele fazia para chegar até a avenida Barão Homem de Melo, na região Oeste da capital. Os policiais perceberam então que o rapaz estava longe e meio confuso e então jogaram o nome dele no sistema.

Com a confirmação de que o jovem tinha sido dado como desaparecido, já que a família registrou boletim de ocorrência, a guarnição levou Lucas até uma outra unidade da PM, mais próxima da casa do jovem. Ele foi entregue à família na noite dessa quinta-feira (2) e ainda reclama de dores na cabeça.

“Ele estava sem telefone, documentos e dinheiro. Chegou bem em casa, mas hoje ele foi até uma UPA para fazer um raio-x da cabeça, porque está reclamando muito de dor”, contou a cunhada.

Sumiu do hospital

A família denunciou o desaparecimento de Lucas do hospital João 23 na segunda-feira (26), quando foi comunicada pela administração da unidade. O rapaz estava internado no pronto atendimento para tratar de um ferimento na cabeça depois de sofrer uma queda.

Segundo familiares, antes do jovem sumir, uma psicóloga do hospital teve uma conversa com Lucas dizendo que ele precisaria ficar “mais alguns dias internado em observação”, já que havia lesionado a cabeça. 

Descaso

Assustados com a notícia do desaparecimento de Lucas, irmãos, primos e demais familiares começaram a fazer contato com a administração do hospital com o objetivo de entender o que havia acontecido. Eles alegaram descaso da unidade de saúde ao tratar a situação.

“Conversamos com a assistente social e ela não soube responder o que aconteceu. Minha prima ligou para ela e, depois de fazer os questionamentos, ouviu como resposta: ‘Aqui é hospital e não cadeia’”, relata Welington Paulino Oliveira, irmão de Lucas (relembre a matéria aqui).  

Edição: Roberth Costa
Camila Saraiva
Camila Saraivacamila.saraiva@bhaz.com.br

Jornalista formada pela PUC-Minas em 2015. Pós-graduada em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo Centro Universitário UniBH em 2019.

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