Dinheiro na cueca. Até quando?

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ABR/Agência Brasil

Dinheiro na cueca: inadmissível! Passados anos de um escândalo bastante similar, continuamos a abrir os jornais com notícias de operações que desvelam casos de corrupção que se repetem, fruto de um Brasil que todos queremos superar.

Corrupção não é limitada por ideologia, mas pode ser inibida ou impedida por duas principais frentes: voto e auditoria. Um voto consciente é importantíssimo para filtrar as opções à representação política, triando as pessoas dedicadas a fazer o certo para a população, sem transigir em ética e postura para alcançar seus objetivos ou com o desejo de se servir da máquina pública. Por outro lado, é necessário um forte mecanismo de auditoria, controle e fiscalização, que aumente o custo e a punição efetiva para tolher a facilidade de corrupção impune no país.

Com as eleições municipais se aproximando temos sempre a chance da renovação com qualidade: para veteranos na política é necessário pesquisar o histórico do candidato, suas entregas e probidade na vida pública. Para entrantes, procure candidatos que possuem uma vida profissional independente, que não terão incentivos de tornar a representação da população como meio de enriquecimento. Uma postura independente, com princípios claros e história de vida que dê suporte a um mandato voltado para atender aos anseios da população de melhoria da qualidade de vida focada no essencial, são fatores norteadores para uma boa escolha nas urnas.

Complementarmente, o crime não pode compensar e deve ser rigorosamente punido, especialmente se praticado por aqueles que traem a confiança da população. Instituições de controle, portanto, são importantes, e devem ser fortalecidas, como a Polícia Federal, o Ministério Público, o Tribunal de Contas, as diversas Controladorias, dentre outras. O rigor da lei, protegido o direito de defesa, deve ser aplicado para a proteção da população contra os depredadores do erário público.

O Governo de Minas também está atuante nessa questão. A título de exemplo, a Ouvidoria-Geral do Estado abriu canal exclusivo para denúncias envolvendo casos de corrupção. Além disso, servidores do Estado participam de ação de capacitação ofertada pela Transparência Internacional Brasil, em parceira com os governos da Dinamarca e Canadá, países líderes em rankings de baixa corrupção global.

Corrupção mata. O desvio do dinheiro do pagador de impostos para enriquecimento ilícito em detrimento do investimento em educação, saúde e segurança, rouba o futuro dos nossos filhos e diminui nossa qualidade de vida. A mentalidade corrupta também se traduz em decisões não-técnicas, em indicações de pessoas despreparadas para cargos importantes, diminuindo a capacidade de ação do Poder Público e potencializando o desperdício e a ineficiência.

A fiscalização por parte do cidadão-eleitor é crucial. Participar da vida política para além do voto, acompanhando seus representantes, cobrando postura ética e cada vez mais transparente, com posicionamento consciente nas eleições e ao longo dos mandatos. Este é um caminho que colabora para o Brasil que queremos, uma nação sem corrupção.

Laura Serrano
Laura Serranocontato@lauraserrano.com.br

Laura Serrano é deputada estadual eleita com 33.813 votos pelo partido Novo. Economista, Mestre pela Concordia University (Canadá), pós-graduada em controladoria e Finanças e graduada pela UFMG com parte dos estudos na Université de Liège (Bélgica). É membro da Golden Key International Honour Society (sociedade internacional de pós-graduados de alto desempenho).

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