De pernas pro ar! Jogo maluco entre Cruzeiro e Guarani exala emoção

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Rivais disputam a bola em jogo maluco com seis gols (Cristiane Mattos/O Tempo/Folhapress)

No aniversário de 72 anos, o técnico Felipão, por pouco, não recebeu um presentão dos comandados. Em uma partida eletrizante, o Cruzeiro acabou empatando por 3 a 3 com o Guarani, no Mineirão, na noite desta segunda (9). No exercício “poderia ter sido pior”, o time celeste se apoia no fato de ter buscado o empate mesmo com um a menos desde o começo do 2T. Mas o que poderia ser um divisor de águas tampouco se concretizou: o Z4 volta a assombrar.

Depois de uma sequência de duas vitórias seguidas, o Cruzeiro vislumbrava se desgarrar de vez da zona da degola – ainda mais com um confronto direto contra o Guarani. Mas não rolou… Com dois jogos a mais do que o Náutico, primeiro time do Z4, o clube celeste vê o perigo se aproximar novamente e tentará novo distanciamento só no dia 20, na sexta-feira da semana que vem, contra o Figueirense – também no Mineirão.

Pé esquerdo

Menos de 1 minuto depois do apito inicial, o Cruzeiro já ameaçou o Guarani: Jadsom chutou de fora, e a bola passou rente à trave esquerda do goleiro Gabriel. Porém, o jogo ficou truncado: os dois times começaram empenhados na marcação, tentando não deixar espaços para o adversário. Aos 14 do 1T, o time paulista conseguiu converter em gol a sua primeira grande chance: de fora da área, Murilo Rangel recebeu passe de Cristovam, e chutou forte de primeira, aproveitando o erro da zaga cruzeirense no lance. A bola foi “onde a coruja dorme”, indefensável para Fábio.

Calma lá!

Mas o placar não demorou muito para voltar a se mexer: aos 20, em bela cobrança de escanteio de Régis, a bola foi na cabeça do zagueiro Manoel. O zagueiro mandou direto para o gol, deixando tudo igual no Mineirão.

Sem tempo pra respirar

Aos 23 do 1T, o Guarani quase voltou a ficar à frente. Em novo ataque paulista pela direita, Crispim aproveitou a falha da zaga, invadiu a área e cruzou para Renanzinho, que furou – e por pouco, não atingiu a bola. O time da casa respondeu logo depois, com bom cruzamento de Cáceres para a área: o recém contratado Pottker cabeceou, e a bola explodiu no travessão. Aos 35 do 1T, o Bugre voltou a assustar a Raposa, com um chute de Murilo Rangel da entrada da área. A bola explodiu em Manoel, e, se não fosse o zagueiro, poderia ter encontrado as redes.

‘Ressuscitando defunto’

E, de tanto insistir, o Guarani voltou a ficar em vantagem no jogo: aos 38 do 1T, num apagão da zaga cruzeirense, o lateral Bidu fez um belo lançamento para Pablo, que cabeceou sozinho para o gol, no contrapé de Fábio. O jogador não balançava as redes desde 2015, quando ainda integrava o elenco do Oeste-SP – que, inclusive, também disputa a Série B em 2020.

Calma lá! (2)

O Cruzeiro continuava persistente e voltou a mostrar seu poder de reação no jogo. No finzinho do 1T, aos 44, Cáceres cruzou para Sassá, que dividiu com Gabriel. A bola sobrou para William Pottker, que mandou direto para o gol. E o placar, mesmo antes do intervalo, já estava 2 a 2. Promessa de segundo tempo bombante?

Sim! 2T começa bombandooo

O segundo tempo prometia… E cumpriu! Logo aos 5 do 2T, o Bugre aproveitou mais um apagão da defesa da Raposa, que reclamou de um suposto lateral no lance anterior, e demorou a reagir. Crispim deixou Giovanni livre na área, e ele cruzou para Murilo Rangel fazer o seu segundo no jogo. E (não perca o fôlego!) o Cruzeiro quase empatou com Airton, aos 8: ele limpou e chutou forte, mas a bola subiu.

Xiiiii… complicou!

E a situação do time celeste se complicou ainda mais aos 12 do 2T, quando Pottker levou o segundo amarelo foi expulso. O atacante tentou se proteger usando o braço, e acabou atingindo o jogador do Guarani. O Cruzeiro, então, possuía um desafio extra na missão de virar o jogo, com 10 jogadores em campo. Porém, no replay da transmissão na TV, foi possível perceber que o contato não existiu, e o árbitro acabou sendo enganado pelo ângulo que estava posicionado. Como a Série B não possui o VAR, o lance não chegou a ser revisado.

Que jogo!

O time celeste sentiu a expulsão… O Bugre não tinha nada a ver com isso e, aos 27, quase fez o 4º: Giovanny invadiu a área, chutou forte, e Fábio se jogou com os pés, evitando o gol. Mesmo em desvantagem, o Cruzeiro continuava tentando o empate. Aos 31, a ótima cobrança de falta de Felipe Machado passou por fora da barreira, quicou e foi direto na trave.

E não é que empatou de novo???!

Mesmo com as dificuldades, a persistência cruzeirense não tinha fim e o time continuava brigando pelo resultado. Aos 34, Patrick Brey cruzou certinho para o livre Welinton – que entrou no 2T – cabecear para o fundo do gol. Tudo igual pela 3ª vez na partida, que já somava 6 gols!

Com 10 jogadores no gramado, o Cruzeiro lutou muito, mas não conseguiu vencer o Guarani. Porém, diante de todos os obstáculos, o empate amargou, mas nem tanto: ainda assim, não deixou o time perder a sequência invicta, que vem sendo construída desde a 15ª rodada.

FICHA TÉCNICA:
CRUZEIRO 3 X 3 GUARANI

Local: Mineirão, Belo Horizonte-MG
Data: 9 de novembro de 2020, segunda-feira
Horário: 20h00 (de Brasília)
Árbitro: Pathrice Wallace Corrêa Maia (RJ)
Assistentes: Silbert Faria Sisquim (RJ) e Thiago Rosa de Oliveira (RJ)
Cartões amarelos: William Pottker  e Machado (Cruzeiro); Cristovam (Guarani)
Cartões vermelhos: William Pottker (Cruzeiro)
Gols: Manoel, aos 20 do 1ºT, William Pottker, aos 44 do 1ºT e Welinton, aos 35 do 2ºT (Cruzeiro); Murilo Rangel, aos 14 do 1ºT e aos 5 do 2ºT e Pablo, aos 38 do 1ºT, (Guarani)

CRUZEIRO: Fábio; Raúl Cáceres, Cacá, Manoel e Patrick Brey; Ramon (Machado), Jadsom e Régis (Welinton); William Pottker, Airton e Sassá (Thiago)
Técnico: Luiz Felipe Scolari

GUARANI: Gabriel; Cristovam (Eliel), Walber, Victor Ramon e Bilu; Bruno Silva (Matheus Souza), Lucas Crispim, Murilo Rangel (Marcelo) e Pablo; Bruno Sávio (Alemão) e Renanzinho (Giovanny)
Técnico: Felipe Conceição

Edição: Thiago Ricci
Beatriz Kalil Othero
Beatriz Kalil Otherobeatrizkof@gmail.com

Mineira de BH, graduanda em jornalismo pela UFMG e fascinada por futebol, dentro e fora das quatro linhas. Cobre os jogos dos times mineiros como repórter freelancer para o BHAZ.

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