BH terá protesto na porta de Carrefour após assassinato de soldador

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Caso foi registrado às vésperas do Dia da Consciência Negra (Reprodução/Twitter)

O assassinato do soldador João Alberto Silveira Freitas, 40, em uma unidade do Carrefour em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, gera revolta país a fora. O homem foi morto por seguranças, dentro do mercado, ontem (19), véspera do Dia da Consciência Negra. Como resultado, diversas cidades brasileiras terão protestos contra o genocídio da população negra.

Em Belo Horizonte, o ato está marcado para ocorrer às 15h de hoje na porta do Carrefour do Centro. A unidade fica entre a avenida Afonso Pena e a rua dos Guajajaras. A manifestação é organizada pelos mandados da deputada Andréia de Jesus, da vereadora Iza Lourença, recém-eleita, e pelo Núcleo Rosa Egipcíaca, do PSOL, que reúne negros e indígenas.

“Não aceitaremos inertes ao genocídio da população negra no Brasil. Exigimos medidas urgentes para cessar esse processo desumano e criminoso de assassinatos e violências contra negras e negros no Brasil. Exigimos a responsabilização e punição imediata de todos os autores dos crimes de racismo. Exigimos políticas públicas de combate e prevenção ao racismo”, diz a nota dos organizadores.

O assassinato

De acordo com a Brigada Militar, maneira como a PM no Rio Grande do Sul é chamada, as agressões começaram após João Alberto se desentender com uma funcionária do supermercado localizado no bairro Passos d’Areia, na Zona Norte da cidade. O homem teria ameaçado bater na funcionária e ela então teria acionado a segurança do Carrefour. 

Os homens que agrediram João Alberto têm 24 e 30 anos. Um deles é policial militar e o outro segurança do supermercado. A Polícia Civil informou que as agressões teriam começado após João dar um soco no PM. Depois disso ele foi agredido até a morte pela dupla. Nas imagens que circulam pelas redes sociais os homens dão socos no rosto da vítima que estava caída no chão.

ATENÇÃO! As imagens podem ser perturbadoras para algumas pessoas. Vídeo mostra o momento em que João Alberto é agredido por seguranças.

Na gravação é possível ver sangue espalhado e outras pessoas em volta de Joao. O SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi até o local e chegou a tentar reanimar a vítima, no entanto, ela acabou morrendo. O PM foi preso e levado ao presídio militar, já o segurança da loja conduzido ao prédio da Polícia Civil. A DHPP (Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa) está investigando o crime. A rede de supermercados informou que “adotará medidas cabíveis”.

Roberth Costa
Roberth Costaroberth.costa@bhaz.com.br

Editor do BHAZ desde junho de 2018 e repórter desde 2014. Participou do processo de criação do portal no ano de 2012. É formado em Publicidade e Propaganda pela Faculdade Promove de Belo Horizonte e tem como foco a editoria de Cidades.

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