Luto mundial: Diego Armando Maradona morre aos 60 anos

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Maradona foi considerado um dos maiores jogadores da história (Danilo Verpa/Folhapress)

Um dos maiores nomes da história de futebol, o argentino Diego Armando Maradona morreu, nesta quarta-feira (25), aos 60 anos. O ex-jogador sofreu uma parada cardiorrespiratória em sua casa em Tigre, na região de Buenos Aires, na Argentina. A informação foi divulgada pelo veículo local Clarín.

“E um dia aconteceu. Um dia aconteceu o inevitável. É uma bofetada emocional e nacional. Um golpe que reverbera em todas as latitudes. Um impacto mundial. Uma notícia que marca uma dobradiça na história”, inicia a reportagem do veículo sul-americano.

“A frase que foi escrita várias vezes mas que foi driblada pelo destino agora faz parte da triste realidade: Diego Armando Maradona morreu”, continua. No início deste mês, o ídolo foi levado para uma clínica em Olivos, em Buenos Aires, para ser operado por causa de um hematoma no lado esquerdo da cabeça.

Por decisão familiar e médica, Maradona continuou hospitalizado devido a uma “baixa anímica, anemia e desidratação”. Ele também tinha um quadro de abstinência devido ao vício em álcool, e foi informado que ele iniciaria um tratamento de reabilitação em sua casa, para combater a dependência. O argentino recebeu alta no dia 11 de novembro.

Na ocasião, o médico Leopoldo Luque afirmou que a cirurgia era considerada simples. Ainda assim, a equipe médica se preocupava pela condição de saúde do ex-jogador.

Ícone

Diego Armando Maradona nasceu em 30 de outubro de 1960 em Lanús, na província de Buenos Aires. Campeão mundial com a Argentina em 1986, o ex-jogador é considerado um ícone mundial do futebol, e também marcou presença fora de campo. Ele era técnico do clube Gimnasia y Esgrima.

Apontado como um dos maiores jogadores do futebol do mundo, ao lado de Pelé, Maradona começou a carreira no Argentinos Juniors, em 1976. De lá, foi para o Boca Juniors e depois seguiu para o Barcelona e para o Napoli. Após passar pelo Sevilla e pelo Newell’s Old Boys, ele encerrou a carreira pelo Boca Juniors.

Pela seleção argentina, Maradona disputou 91 partidas e disputou quatro Copas do Mundo: 1982, 1986, 1990 e 1994. Nessa última competição, Maradona foi pego no exame antidoping. Fora dos campos, Maradona atuou como comentarista esportivo, assumiu cargo diretivo no Boca Juniors, atuou em diversas campanhas publicitárias e lançou a autobiografia “Yo soy el Diego”.

Problemas de saúde

Estrela da campanha “Sol sin Drogas” do governo argentino, o craque já chegou a viajar à Suíça para se internar em uma clínica para recuperação de dependentes. No retorno a Buenos Aires, ficou claro que o problema não tinha sido solucionado. No dia 7 de abril de 1997, ele teve que ser internado em um hospital com problema de pressão.

Seus problemas de saúde aumentaram mesmo tendo passado bom tempo em clínicas de recuperação na Argentina e em Cuba. Em janeiro de 2000, Maradona foi internado com crise de hipertensão e arritmia. Em abril de 2004, também com crise hipertensiva, foi internado na Clínica Suizo-Argentina em Buenos Aires.

Um mês depois, iria para a clínica Del Parque para se desintoxicar. Maradona, que chegou a pesar mais de 120 kg, fez cirurgia para redução de estômago em março de 2005 na Colômbia. Dois anos depois, estava internado novamente por conta de excesso com álcool.

Ficou em hospitais em situação delicada por quase dois meses. Chegou a ser especulada sua morte. Milhares de pessoas se concentravam em frente de hospitais e igrejas na Argentina rezando pela saúde do ídolo, que inspirou em seu país a Igreja Maradoniana, cujos fiéis o cultuam como Deus supremo.

Com Syvlia Colombo e Rodrigo Bueno, da Folhapress

Edição: Thiago Ricci
Sofia Leão
Sofia Leãosofia.leao@bhaz.com.br

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Escreve com foco na editoria de Esportes no BHAZ.

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