Mulheres negras grávidas são resgatadas de ‘fábrica de bebês’

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Mulheres grávidas eram obrigadas a ter filhos para vendê-los (Reprodução/YouTube/Tv24 News)

Mulheres negras grávidas foram resgatadas de uma “fábrica de bebês”, onde vendiam recém-nascidos por mais de 400 libras (aproximadamente R$ 3 mil) cada. Policiais da Nigéria resgataram 10 pessoas, sendo quatro crianças, quatro mulheres grávidas e duas outras mulheres – de uma maternidade ilegal nessa terça-feira (1º). As informações são do The Sun.

A operação foi realizada ontem na chamada “fábrica de bebês” na área de Mowe, no sudoeste do estado de Ogun. As mulheres contaram aos policiais que o proprietário contratou homens para engravidá-las e depois vender os recém-nascidos para obter lucro.

As “fábricas” geralmente são pequenas instalações ilegais que se apresentam como clínicas médicas particulares que hospedam mulheres grávidas e oferecem seus bebês à venda. Em alguns casos, mulheres jovens foram detidas contra sua vontade e estupradas antes de seus bebês serem vendidos no mercado ilegal.

Preços diferentes por sexo

Uma das vítimas disse a imprensa local que os meninos são vendidos por 250 mil nairas nigerianas (cerca de R$ 3,5 mil), enquanto as meninas são vendidas por 200 mil nairas (cerca de R$ 2,7 mil). Dois suspeitos, um homem com deficiência física e a filha do dono da clínica, foram presos.

De acordo com a polícia, a operadora do centro está foragida, mas as autoridades já procuram rastros da mulher. A polícia disse que a operadora já havia sido presa pelo mesmo crime. “Ela estava sendo julgada por tráfico humano depois de sua prisão no início deste ano, mas estava sob fiança quando voltou ao seu trabalho normal”. As batidas policiais em maternidades ilegais são relativamente comuns na Nigéria, especialmente na região Sul do país.

Edição: Roberth Costa
Vitor Fernandes
Vitor Fernandesvitor.fernandes@bhaz.com.br

Repórter do BHAZ desde fevereiro de 2017. Jornalista graduado pela PUC Minas, com experiência em redações de veículos de comunicação. Trabalhou na gestão de redes do interior da Rede Minas e na parte esportiva do Portal UOL. Com reportagens vencedoras nos prêmios CDL (2018 e 2019) e Sindibel (2019).

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