Governo de Minas disponibiliza leitos de UTI para crianças do Amazonas

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Governo do Amazonas fez pedido aos estados do país nesta manhã (Governo de Minas/Divulgação + Arquivo/Agência Brasil)

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), anunciou que o estado vai disponibilizar leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para atender crianças do Amazonas, nesta sexta-feira (15). Na manhã de hoje, o governo do AM fez um pedido aos outros estados brasileiros para transferir pelo menos 60 bebês prematuros para outros hospitais.

“Equipes de saúde estão operacionalizando o transporte das crianças para Minas. Nós, mineiros, que já fomos muito ajudados em momentos de dor, estamos solidários”, escreveu Romeu Zema no Twitter. De acordo com o secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Carlos Eduardo Amaral, a ajuda do governo mineiro é viável graças à baixa ocupação de leitos pediátricos em Minas Gerais.

“Recebemos a solicitação do Ministério da Saúde para socorro ao Amazonas. Neste momento, a secretaria está se preparando para receber essas crianças. É importante lembrar que temos uma ocupação baixa de leitos pediátricos no estado, diferente da ocupação de leitos de adultos. Temos que lembrar que o SUS é um sistema único, precisamos apoiar o Amazonas neste momento”, afirmou o secretário em visita a Juiz de Fora, na Zona da Mata.

Crianças em risco

As crianças estão internadas em centros de saúde de Manaus, e correm risco de ficar sem oxigênio, enquanto o Amazonas passa por um colapso no sistema de saúde. Hospitais sofrem com a falta de cilindros de oxigênio para pacientes com Covid-19 e para outros que necessitam do insumo, como alguns recém-nascidos.

De acordo com a CNN Brasil, o pedido foi para que os governadores conferissem se há leitos de internação neonatal disponíveis nos hospitais dos estados. O presidente do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) e secretário de saúde do Maranhão, Carlos Lula, confirmou a informação.

Conforme dito por Carlos Lula, o Maranhão disse que será capaz de receber cerca de 5 a 10 dos bebês prematuros. Ainda não está definida a logística para tornar possível a transferência das crianças. Os demais estados brasileiros estão verificando suas capacidades hospitalares para saber quantos bebês conseguem receber.

Com Agência Minas

Edição: Roberth Costa
Sofia Leão
Sofia Leãosofia.leao@bhaz.com.br

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Escreve com foco na editoria de Esportes no BHAZ.

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