18 de janeiro de 2021: Um marco na vacinação em Minas

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CBMMG/Divulgação

Mais de 95 milhões de pessoas infectadas e sistemas de saúde em colapso no mundo todo. Especialistas arriscam dizer que nunca havíamos enfrentado um vírus com tão alta capacidade de transmissão e estragos sistêmicos – na saúde, na economia e nas relações interpessoais. Em uma crise de escala sem precedentes, o medo se tornou algo muito presente depois do surgimento do novo coronavírus.

Com origem ainda incerta e sintomas típicos de gripe, a pandemia foi declarada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 11 de março de 2020, cerca de três meses após o primeiro registro de infecção na China por um vírus desconhecido, que depois recebeu o nome de Sars-CoV-2, causador da Covid-19. O aumento da informalidade, a desigualdade na educação agravada pela interrupção das aulas presenciais, a exaustão na saúde mental e a fragilidade da economia diante de uma nova recessão, impactaram, ainda mais, o cenário global. A palavra resiliência, e até novos conceitos, como antifragilidade, habilidade de crescer e se tornar uma versão melhor enquanto supera os desafios, se tornaram práticas frequentes: em 2020, as pessoas puderam exercitá-las como nunca antes.

A constante adaptação aos improvisos nos trouxe até aqui. O processo acelerado para sequenciar rapidamente o vírus e o esforço global de cientistas para o desenvolvimento da vacina chamaram a atenção de especialistas e governantes para buscarem agilidade na imunização. Ontem, após dez meses de um intenso desafio sanitário, Minas Gerais recebeu mais de 577 mil doses da Coronavac, imunizante fabricado pelo Instituto Butantan (São Paulo) em parceria com a biofarmacêutica chinesa Sinovac e aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) para uso emergencial.

A vacinação é um passo importante para frear o avanço do vírus. Com boa parte da população imunizada, menos pessoas serão infectadas e, consequentemente, casos graves e óbitos diminuirão significativamente. Além disso, com menor circulação do vírus, será possível retomar com mais segurança as atividades escolares, o funcionamento normal da economia e os eventos sociais.

Preparado para a maior operação de vacina da história do Estado, o governo de Minas vistoriou e realizou, de forma antecipada, toda a distribuição das mais de 50 milhões de seringas agulhadas para os municípios. A aquisição de 617 câmaras frias para o armazenamento dos imunizantes também foi priorizada. O planejamento estratégico, iniciado em setembro de 2020, fez com que todos os insumos necessários para a imunização da população chegassem às regionais de saúde com antecedência e segurança, garantindo agilidade no início da aplicação das vacinas. A utilização das aeronaves, aviões e helicópteros oficiais do Estado foi mais um passo dado pelo governo mineiro para garantir a vacinação a toda a população de forma célere e adequada.

Resultado de uma gestão eficiente e graças às ações de prevenção e combate à Covid-19, Minas segue como o estado brasileiro com a menor taxa de mortalidade da doença por milhão de habitantes. Desde o início da pandemia, uma série de medidas foi tomada com antecedência, como ampliação de leitos de UTI (de 2.072 em fevereiro para cerca de 3.900 atualmente), distribuição de 1.047 respiradores aos municípios e investimento de R$ 2,2 bilhões no combate à doença. Após a chegada dos lotes no Estado, a expectativa é a de que em 24 horas todas as 28 Superintendências Regionais de Saúde tenham recebido o imunizante. Caberá aos 853 municípios buscar as doses nessas unidades regionais.

Na primeira fase e seguindo o Plano Nacional de Imunização (PNI), integram o primeiro grupo prioritário à vacinação os profissionais de saúde que atuam diretamente no combate ao coronavírus no Estado, idosos residentes em asilos, pessoas com deficiência a partir de 18 anos de idade, também moradores de Residências Inclusivas e população indígena residente em aldeias. A expectativa é a de que todo o grupo prioritário seja vacinado até o segundo semestre de 2021 e que todos os mineiros tenham a vacina disponibilizada em até cerca de um ano.

O Governo de Minas continua orientando a população mineira em relação aos cuidados a serem mantidos para controle da Covid-19, em atenção ao aumento dos índices de transmissão da doença. A recomendação é sempre usar máscara, evitar aglomerações e fazer a higienização constante das mãos. Além disso, é importante estarmos atentos que a imunização se completa cerca de um mês depois de tomada a segunda dose da vacina que, no caso da Coronavac, deve ser aplicada entre 2 e 4 semanas após a primeira dose.

Mais uma vez, o Governo Zema se empenha na priorização da saúde dos mineiros. Eficiência salva vidas.

Laura Serrano
Laura Serranocontato@lauraserrano.com.br

Laura Serrano é deputada estadual eleita com 33.813 votos pelo partido Novo. Economista, Mestre pela Concordia University (Canadá), pós-graduada em controladoria e Finanças e graduada pela UFMG com parte dos estudos na Université de Liège (Bélgica). É membro da Golden Key International Honour Society (sociedade internacional de pós-graduados de alto desempenho).

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