Parque Ecológico da Pampulha reabre em BH; parques estaduais fecham

Parque Ecológico da Pampulha
O Parque Ecológico da Pampulha reabre com novidades (PBH/Divulgação)

O Parque Ecológico Promotor Francisco Lins do Rego, mais conhecido como Parque Ecológico da Pampulha, volta a receber visitantes a partir deste sábado (13). A visitação ao espaço ocorrerá por meio de agendamento, de quinta a domingo, das 8h às 17h. Já os parques estaduais, como Serra do Rola-Moça, estarão fechados para visitação em todo o período que seria do Carnaval.

A divergência se dá pelas determinações distintas entre a PBH (Prefeitura de Belo Horizonte) e o Governo de Minas Gerais. O Parque Ecológico da Pampulha, por ser um parque municipal, recebe as definições de funcionamento do prefeito Alexandre Kalil (PSD), enquanto os parques estaduais são de competência do governador Romeu Zema (Novo).

Parque Ecológico da Pampulha

Para realizar o agendamento, os interessados devem acessar o site da Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica, gestora do espaço. Os ingressos serão disponibilizados ao público nesta quinta-feira (para visitas no sábado) e na sexta-feira (para visita no domingo). De acordo com a prefeitura, o acesso de animais domésticos no parque não é permitido. O acesso de bicicletas é autorizado, mas os visitantes devem respeitar o limite máximo de 10km/h. A entrada acontecerá exclusivamente pela Portaria do Marco Zero, na av. Otacílio Negrão de Lima, 6.061.

Em função da Covid-19, o parque estava fechado desde março do ano passado. Nesse tempo, o local passou por algumas manutenções: o coreto do parque foi reformado – incluindo a troca de toda a instalação elétrica e uma nova pintura -; os breezes de madeira das portarias, da administração, do bicicletário e de todos os banheiros – que também tiveram suas portas substituídas – foram trocados; 60 novas mudas de árvores foram plantadas na área conhecida como bosque; entre outras intervenções.

A estrutura, no parque desde julho, foi inspirada na obra de Roberto Burle Marx (PBH/Divulgação)

Obras de arte também foram acrescentadas ao ambiente. Uma delas é a Oca (veja a foto acima), que esteve presente na mostra de decoração Casa Cor Minas 2019 e foi instalada em definitivo no parque em julho. A estrutura é toda feita em aço oxidado, em formato caracol. Ela foi instalada na área conhecida como “Colinas”.

A segunda obra se trata de uma pintura na fachada lateral da portaria do parque, próxima ao marco zero. Desde o final de 2020, ela já podia ser percebida pelos pedestres da Orla da Lagoa da Pampulha. Em respeito aos protocolos de segurança sanitária vigentes na pandemia da Covid-19, a artista mineira Denise Sobrinho, conhecida como Dninja, buscou ajuda em casa, no trabalho voluntário do marido, da mãe e de seus irmãos para pintar o painel e a área interna da portaria.

Parques estaduais

Já os parques estaduais e demais unidades de conservação administradas pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF) estarão fechadas para visitação entre sexta (12) e quarta que vem (17), data reservada no calendário para o Carnaval. A medida segue as diretrizes do Comitê Extraordinário Covid-19, do Governo de Minas Gerais, que suspendeu as comemorações da folia neste ano, no estado, para prevenir o contágio do novo coronavírus. Desta forma, Serra do Rola-Moça e a Serra da Piedade, destinos muito procurados em feriados prolongados, ficarão fechados.

O parque Serra Verde e Fernão Dias; as estações ecológicas de Cercadinho e Fechos; as áreas de proteção ambiental (APA) Sul RMBH, Várzea das Flores; o Monumento Natural Estadual Serra da Piedade e o Refúgio de Vida Silvestre Macaúbas, também não funcionarão no período que seria preenchido pelo Carnaval. No total, todos os 93 parques estaduais ficarão fechados.

A partir da próxima quinta-feira (18), as unidades de conservação voltam a funcionar, seguindo os protocolos de segurança contra a Covid-19, conforme a situação do município onde estão localizadas, no plano Minas Consciente. Na última atualização do plano, em 27 de janeiro, foi autorizado o funcionamento de serviços não essenciais, entre eles atividades turísticas, eventos, atrativos culturais e naturais, em qualquer uma das ondas.

A visitação, contudo, deve ocorrer com limitação de capacidade. Na onda vermelha, os parques podem receber até 50% de sua capacidade, 75% na onda amarela e 100% na onda verde, considerando a microrregião ou as deliberações municipais, caso sejam mais restritivas. No caso das unidades com grutas, em que há visitação estruturada, são adotados, também, critérios de limitação do número de pessoas com acesso às cavidades.

Com Prefeitura de Belo Horizonte e Agência Minas

Edição: Thiago Ricci

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