Professor da UFMG morre após complicações da Covid-19

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Professor se formou na universidade e passou a integrar o corpo docente em 1965 (Arquivo Pessoal + Amanda Dias/BHAZ)

O professor Hamilton Carmélio Machado da Silva, da Escola de Veterinária da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) morreu na última sexta-feira (19) em decorrência da Covid-19. Ele estava internado há dois dias lutando contra complicações decorrentes da doença.

Graduado na Escola de Veterinária em 1961, Hamilton Carmélio passou a integrar o corpo docente da universidade quatro anos depois. Ele atuava na área de Bovinocultura de Leite, no Departamento de Zootecnia. Além disso, segundo a escola, o professor teve contribuição significativa para a evolução da pecuária leiteira no Brasil, especialmente na formação de recursos humanos.

Aposentado desde 1991, Hamilton Carmélio também já havia atuado como editor científico do  Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia.

‘Correto e humano’

Para o professor Ronaldo Braga, colega de departamento de Hamilton Carmélio, o amigo fica marcado como “bastante exigente e sistemático, mas também correto e humano”. Ele conta que as histórias dos dois são entrelaçadas de uma forma especial. “Foi a pessoa que acreditou em mim e me trouxe para a academia. Foi meu tutor e me incentivou o tempo todo”, lembra Braga.

Ainda segundo ele, a presença do colega na universidade também foi essencial para a história da escola. “Das pessoas com quem convivi ao longo de mais de 36 anos, foi a que mais amava a Escola de Veterinária”, afirma. Para o professor Jonas Pereira, do mesmo departamento, a morte do colega “significa a perda de um irmão, digno de enorme admiração e gratidão”.

Lista lamentável

Ainda no início deste ano, o corpo docente da UFMG já havia encarado outras perdas difíceis – duas delas apenas em um dia. No fim janeiro, morreu o professor Michel Marie Le Ven, do Departamento de Ciência Política. Assim como ele, o ex-diretor da Escola de Veterinária e ex-presidente da Fump (Fundação Universitária Mendes Pimentel), o professor Paulo Roberto Carneiro, também morreu no mesmo dia.

Carneiro, que foi docente do Departamento de Zootecnia e passou pelos cargos de vice-diretor e diretor da Escola de Veterinária morreu em decorrência de um mal súbito enquanto dormia. Já Le Ven, que nasceu no norte da França e veio para BH – onde chegou a ser preso por “práticas subversivas” durante o período mais sombrio da Ditadura Militar – em 1965, lutava contra o Alzheimer há algum tempo e acabou não resistindo a uma insuficiência cardíaca e respiratória.

Com UFMG e Escola de Veterinária

Edição: Roberth Costa
Giovanna Fávero
Giovanna Fáverogiovanna.favero@bhaz.com.br

Repórter no BHAZ desde outubro de 2019. Jornalista graduada pela PUC Minas (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais) e com atuação focada nas editorias de Cidades, Guia e Cultura.

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