Aumento do preço da gasolina: O que está em jogo?

mulher abastecendo carro combustível
Privatização do setor vai impulsionar aumento ainda maior dos combustíveis (Banco de imagens: Baliuk/Freepick)

Por Bella Gonçalves, vereadora das Muitas/PSOL

Nem chegamos ao final de fevereiro e já estamos no 4º aumento de preço do combustível no Brasil só neste ano. A gasolina já está 34% mais cara em relação ao ano passado e, na confusão de informações, muitas pessoas se perguntam: o que, de fato, está condicionando essa sequência de aumentos que tem assaltado o povo brasileiro?

Embora sejamos um país soberano na questão do petróleo, a escolha do governo federal em estabelecer preços a partir de condicionantes internacionais é o que tem tornado o petróleo do Brasil cada vez mais inacessível para a população. O gás produzido aqui poderia ser vendido por R$ 40, mas em razão da política de preço de paridade internacional (PPI), o valor a que esse produto chega na casa dos brasileiros hoje beira os R$ 100.

Apesar de ser esse o problema que imediatamente condiciona a alta do petróleo brasileiro, é importante saber que estamos diante de um cenário de privatizações astronômicas: o setor já articula a venda de metade das refinarias da Petrobrás. Esse fato aponta não só para a continuidade da alta dos preços, como também para a sua extensão para toda a cadeia de consumo que dela depende. O que temos diante de nós é a entrega da soberania do país e o estabelecimento vitalício da nossa dependência do capital estrangeiro.

É preciso lutar com todas as forças pela contenção dos retrocessos impostos por Bolsonaro. Esse é o primeiro passo para reconquistar o que perdemos e seguir avançando. O que pesa no nosso bolso não é o cumprimento de medidas necessárias para garantir a sobrevivência do povo, mas a entrega do nosso patrimônio aos interesses estrangeiros.

Gabinetona
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A Gabinetona é um mandato coletivo construído por quatro parlamentares em três esferas do Legislativo. É representada pelas vereadoras Cida Falabella e Bella Gonçalves na Câmara Municipal de Belo Horizonte, pela deputada estadual Andréia de Jesus na Assembleia Legislativa de Minas Gerais e pela deputada federal Áurea Carolina na Câmara dos Deputados, em Brasília.

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