PBH oficializa interesse em integrar consórcio para compra de vacinas

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Consórcio vai comprar vacinas caso o plano do Ministério da Saúde não consiga suprir a demanda (FOTO ILUSTRATIVA: Erasmo Salomão/Ministério da Saúde)

Às vésperas do prazo limite para a decisão, a PBH (Prefeitura de Belo Horizonte) entrou na lista dos governos municipais que já manifestaram interesse em participar do consórcio da FNP (Federação Nacional de Prefeitos) para a compra de vacinas da Covid-19. A lista oficial de municípios interessados foi atualizada nesta quarta-feira (3) e a participação foi confirmada pelo Executivo municipal ao BHAZ. O documento conta ainda com outras 648 prefeituras do país.

Caso desejem de fato prosseguir com a participação, as prefeituras podem assinar o termo de intenção do consórcio até esta sexta-feira (5). De acordo com a FNP, a expectativa é de que a associação seja efetivamente instalada até o dia 22 deste mês. Um projeto de lei também deve ser elaborado em breve para ser enviado às câmaras municipais para que as cidades participem das compras.

A ideia é que as prefeituras possam comprar as vacinas caso o (Plano Nacional de Imunização), coordenado pelo Ministério da Saúde, não seja capaz de suprir toda a demanda. “O consórcio não é para comprar imediatamente, mas para termos segurança jurídica no caso de o PNI não dar conta de suprir toda a população. Nesse caso, os prefeitos já teriam alternativa para isso”, explica o presidente da FNP, Jonas Donizette.

A lista mais atualizada das prefeituras que mostraram interesse em participar está disponível na página da FNP.

Primeiros passos

Nesta fase inicial, a associação mobiliza esforços para avaliar formas de financiar a aquisição dos imunizantes. Há três possibilidades principais: recursos do governo federal, financiamento por organismos internacionais e doações de investidores privados brasileiros.

Ainda nessa segunda (1º), o prefeito Alexandre Kalil (PSD) já havia dado o “sinal verde” para a inclusão da PBH no consórcio entre as cidades brasileiras. O anúncio foi feito em reunião com a FNP, ocasião na qual mais de 300 prefeitos de todo o país reforçaram o interesse em comprar imunizantes caso o PNI não seja suficiente para suprir a demanda.

Além das vacinas, a união entre os municípios também deve adquirir equipamentos, medicamentos e outros insumos.

Com Agência Brasil

Giovanna Fávero
Giovanna Fáverogiovanna.favero@bhaz.com.br

Repórter no BHAZ desde outubro de 2019. Jornalista graduada pela PUC Minas (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais) e com atuação focada nas editorias de Cidades, Guia e Cultura.

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