Manipulador de cobras é atacado e quase perde um dos olhos

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Nick Bishop filmava a si mesmo manuseando a cobra quando recebeu uma mordida próxima do olho (Reprodução/@nickthewrangler/Instagram)

Um manipulador de cobras quase perdeu um olho ao mostrar as habilidades dele (poucas?) com uma píton. O homem foi mordido no rosto pela serpente ao gravar um vídeo para o YouTube. Nas imagens, Nick Bishop, 32, diz que o réptil encontrado no Parque Nacional Everglades, na Flórida, é uma “cobra travessa”. O registro foi realizado ainda no ano passado, mas ganhou mais popularidade ao longo das últimas semanas. Vem ver.

No vídeo, é possível ver que o manipulador de cobras, que mora em Los Angeles, segura a píton enquanto ela tenta se defender, afundando as presas no braço dele diversas vezes. Nick Bishop diz que a píton birmanesa, que é nativa do sudeste da Ásia, estava tentando “mastigá-lo”. De repente, o réptil salta em direção ao olho do manipulador, e afunda as presas abaixo da sobrancelha dele. Nick consegue escapar, mas o rosto dele fica ensanguentado.

Nick Bishopp tenta brincar com os espectadores, dizendo: “Bem, chamamos isso de amor”. O homem afirma que a cobra quase arrancou o olho dele e que previa que o incidente iria acontecer. “Eu sabia que ia atacar, é isso que eles fazem. Só não tinha ideia de que estava mirando no meu rosto até que fosse tarde demais”. Ele ainda explica que não tem o costume de se gravar manuseando cobras. “Normalmente, eu não me filmo e esse é o principal motivo. Acidentes como esse acontecem, mas tenho sorte. Poderia ter sido muito pior”.

‘Estes animais não são agressivos’

O vídeo ainda não está disponível no canal de Nick. No entanto, ele postou um trecho no Instagram. Na legenda, Nick Bishop disse que errou e que animais como a píton não são agressivos. “Como manipulador de cobras, cometo erros. E este erro foi chamado de ‘Não prestar atenção’. Sim, é tão simples quanto isso. Tudo o que é preciso é olhar para longe por um segundo a mais, ou deixar seu rosto à deriva no alcance do ataque de uma cobra defensiva. Estes animais não são agressivos, eles estão apenas se defendendo e este é o preço que eu paguei quando escolhi fazer uma tentativa de fazer um vídeo de auto gravação com uma serpente que está me atacando”, explicou.

Ele também disse que teve sorte de não ter perdido o olho, e que profissionais como ele normalmente são mordidos pelas cobras. “Sempre amarei o que faço e por pior que seja uma mordida, nunca deixarei de fazer o que faço, porque nasci para esta vida!”.

Edição: Roberth Costa
Andreza Miranda
Andreza Mirandaandreza.miranda@bhaz.com.br

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

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