Balanço de 1 ano da pandemia: O que o Governo Zema fez até agora?

Imunizantes contra covid-19 são entregues em 48 horas. Esta é a maior operação de vacinação da história de Minas Gerais (SES-MG / Divulgação)
Laura Serrano

Neste mês de março, completamos um ano de combate à pandemia de Covid-19. Milhares de famílias perderam entes queridos para a doença nesse período. Milhares de famílias ficaram sem o sustento com o aumento do desemprego. Milhões de crianças sem escola. Cobrimos os rostos com máscaras, higienizamos constantemente as mãos, nos distanciamos fisicamente uns dos outros. Nunca sentimos tanta falta de um abraço. 

Nesse mesmo ano, cuidar de si e cuidar do outro talvez nunca foram atitudes tão conectadas. Cientistas do mundo inteiro se uniram em pesquisas para a vacina. Nos tornamos mais solidários. Pais e filhos nunca foram tão próximos. O uso da tecnologia evoluiu muito rápido. Mesmo com todo o caos, aprendemos a sorrir com os olhos. Minas Gerais é o estado do sudeste do País com a menor taxa de óbitos por Covid-19 e chegou a liderar o ranking nacional de controle da pandemia.

 Nesse período, o Governo Zema fez parceria com hospitais privados e municipais para ampliar número de leitos, quase dobrando o número de leitos de UTI em Minas (atualmente são 3.995, aumento de 96,7%). Lançou um pacote de obras e ações de R$ 645 milhões em todo o estado para reforçar o combate à pandemia e destinou R$ 274 milhões em crédito para as prefeituras. Liderou o ranking de transparência da Covid-19, conquistando as maiores pontuações nos dois principais rankings nacionais de transparência. Anunciou a utilização de telemedicina no combate à pandemia. Liberou mais de R$ 2 milhões para projetos de inovação contra pandemia. Construiu o hospital de campanha mais barato do Brasil. Recebeu 1,6 mil respiradores doados pela indústria mineira, comprou 1.047 respiradores, recuperou vários daqueles antes inutilizados e entregou diversos respiradores a cidades do interior de Minas. Destinou R$ 115 milhões para a aquisição de medicamentos básicos devido à alta de preços, para equipamentos de proteção individual (máscaras, aventais, etc.), entre outras demandas. 

Contra a crise econômica, o Governo Zema implementou o Programa Minas Consciente para retorno gradual e seguro das atividades produtivas seguindo protocolos sanitários, a partir do monitoramento constante de indicadores epidemiológicos e de atendimento em saúde. Criou o comitê para ações de recuperação financeira e publicou medidas que beneficiam empresas, recuperando empregos. Anunciou financiamento recorde do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) para micro e pequenas empresas, ampliando crédito para ajudar pequenos empresários a não encerrar atividades.

 

Mesmo durante a pandemia, atingiu saldo positivo com a geração de 32.717 novos empregos para os mineiros somente no ano passado (fonte: Caged). O Governo Zema já atraiu R$ 32 bilhões em novos investimentos para Minas Gerais, que somados aos R$56 bilhões de 2019, consistem em três vezes mais do que o governo anterior em toda a gestão passada.

O Governo Zema também complementou o auxílio emergencial para quase 1 milhão de famílias mineiras. Repassou R$ 3 milhões para acolhimento de população vulnerável com Covid-19. Lançou o aplicativo Mobiliza Minas para facilitar ações solidárias e arrecadou cerca de R$ 19 milhões em doações e 175 mil cestas básicas que foram distribuídas para a população em maior situação de vulnerabilidade. Não houve reajuste na conta de energia elétrica da Cemig no ano passado e o reajuste tarifário na conta de água da Copasa foi adiado. Na educação básica, o Governo Zema possibilitou a adoção do Regime Especial de Atividades Não Presenciais (REANP) para não interromper o calendário escolar e manter as crianças da rede pública estadual estudando, ainda que através do ensino remoto. 

Além do aplicativo para acesso ao conteúdo com navegação gratuita para alunos e professores – com pacote de dados custeado pelo Governo de Minas – e portal na internet, foram disponibilizadas teleaulas para diversos municípios através da TV Rede Minas e TV Assembleia. Entregou apostilas de planos de estudos nas casas de alunos sem acesso virtual nas regiões mais distantes e comunidades rurais. Proporcionou materiais adaptados para estudantes com deficiência da educação especial. Ampliou o acesso ao Bolsa Merenda, garantindo alimentação para cerca de 380 mil estudantes em extrema pobreza. Investiu R$ 32 milhões para escolas públicas estaduais concluírem adequações e cumprimento de protocolos sanitários para retomada segura das aulas presenciais, assim que os indicadores epidemiológicos e de atendimento em saúde permitirem. 

O Governo Zema está realizando a maior operação de vacinação da história de Minas Gerais. Determinou o uso das aeronaves oficiais do Estado para transporte de vacinas e insumos contra a Covid-19. Com planejamento e gestão, adquiriu e distribuiu seringas agulhadas suficientes para os municípios mineiros mesmo quando faltou esse insumo no mercado. Mais de 2 milhões de vacinas foram distribuídas para todas as regiões de Minas em tempo recorde. 

Atualmente, o Governo Zema está em negociação com cinco laboratórios para a compra de 20 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19. As tratativas estão em andamento com a Pfizer, AstraZeneca, Coronavac, Johnson e Sputnik. Neste artigo, elenco as principais ações tomadas pelo Governo Zema neste um ano de combate à pandemia. Não seria possível listar todas as medidas aqui. Ainda sim, é possível perceber os esforços de um governo diferente, sério, eficiente, que protege a vida dos mineiros e prioriza o que é importante para a população. 

Os desafios são muitos. Estamos passando por um momento extremamente delicado da pandemia, em que os cuidados devem ser redobrados por todos. A “onda roxa” do programa Minas Consciente em todo o estado é uma medida emergencial temporária e necessária. Não se trata de política de lockdown, mas de gestão baseada em evidências com o monitoramento de indicadores que apontam para o momento mais crítico de toda a pandemia. O Observatório Covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta o maior colapso sanitário e hospitalar da história do Brasil. A crise é sistêmica e severa, atinge todo o País. É papel do líder agir pelo bem maior no momento mais difícil. Para que no futuro, finalmente, os abraços voltem a ser cotidianos para os mineiros.

Laura Serrano
Laura Serranocontato@lauraserrano.com.br

Laura Serrano é deputada estadual eleita com 33.813 votos pelo partido Novo. Economista, Mestre pela Concordia University (Canadá), pós-graduada em controladoria e Finanças e graduada pela UFMG com parte dos estudos na Université de Liège (Bélgica). É membro da Golden Key International Honour Society (sociedade internacional de pós-graduados de alto desempenho).

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