MP investiga possível feminicídio de esposa de promotor morta em BH

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Segundo site, o laudo técnico sobre a morte de Lorenza de Pinho indica estrangulamento (Reprodução/Facebook)

Uma semana após a morte de Lorenza de Pinho, esposa do promotor de Justiça mineiro André Luis Garcia de Pinho, o MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) voltou a comentar sobre o caso. Em pronunciamento na tarde desta sexta-feira (9), o procurador-geral Jarbas Soares Júnior revelou que o homem segue preso temporariamente enquanto as investigações apuram se a morte de Lorenza foi uma fatalidade ou um feminicídio.

“O que podemos dizer para Minas Gerais, para os familiares e amigos é que o Ministério Público tem adotado todas as providências necessárias e o poder Judiciário tem deferido os nossos pedidos em busca de elementos que clareiem e definam efetivamente o que aconteceu naquele dia”, disse o procurador-geral.

Segundo Jarbas, André está preso provisoriamente para “permitir que as instituições consigam buscar os elementos que comprovem ou deixem claro o que aconteceu” e também como uma forma de “preservar sua própria pessoa e sua família”. A expectativa do MPMG é de que os elementos da investigação fiquem mais claros nos próximos dias.

“O que vai decidir tudo isso é a prova técnica. Se foi asfixia artificial ou se foi morte causada por outro motivo”, afirma Jarbas, que adianta ainda que o órgão aguarda a conclusão do laudo da Polícia Civil para ter mais informações em breve. “O Ministério Público tem colhido todos os eventuais documentos que possam esclarecer essa morte que, de toda forma, sendo crime ou não, choca a todos nós”, complementou o procurador-geral.

‘Muito doloroso’

Apesar do avanço nas investigações, o MPMG ainda não divulgou muitos detalhes sobre a investigação, já que o caso corre sob segredo de Justiça. O órgão, no entanto, garante que está empreendendo todos os esforços possíveis para esclarecer o episódio, classificado pelo próprio ministério como “muito doloroso”.

“Estamos neste momento usando todos os meios possíveis respaldados pelo Judiciário para investigar as causas e as circunstâncias da morte de Lorenza. Temos um procurador de Justiça, três promotores de Justiça da área criminal e o apoio da Polícia Civil, do seu corpo técnico, para apurarmos o que aconteceu naquele dia”, detalha Jarbas.

O procurador-geral explica ainda que o órgão está trabalhando com a análise de provas e elementos para alcançar “a verdade real”. “Há suspeitas, há indícios e o Ministério Público, como órgão de persecução penal, apoiado pela Polícia Civil, está fazendo todos os levantamentos”, afirma.

“Caso se comprove o feminicídio, o Ministério Público vai até o final do julgamento e, caso não tenha ocorrido crime, mas uma morte em outro contexto, da mesma forma, o Ministério Público tem a obrigação de arquivar, se for o caso”, finaliza o procurador-geral do órgão. Ainda segundo Jarbas, mais detalhes sobre a investigação serão divulgados após os resultados dos exames realizados pela equipe técnica da Polícia Civil.

Edição: Roberth Costa
Giovanna Fávero
Giovanna Fáverogiovanna.favero@bhaz.com.br

Repórter no BHAZ desde outubro de 2019. Jornalista graduada pela PUC Minas (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais) e com atuação focada nas editorias de Cidades, Guia e Cultura.

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