Ocupação de leitos cai e BH tem só um indicador em nível mais alarmante

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Hospitais registraram queda nas ocupações de leitos de UTI e de enfermaria (Amanda Dias/BHAZ)

Após um avanço alarmante da Covid-19 desde o início de março deste ano, Belo Horizonte voltou a ter dois dos três indicadores de risco fora do nível mais alarmante. Nesta segunda-feira (12), a taxa de ocupação de leitos de enfermaria caiu para o nível amarelo – com 69,6% dos leitos ocupados. Agora, a capital tem os três indicadores em três níveis diferentes, o cenário mais positivo registrado nas últimas semanas.

Os dados são do boletim epidemiológico mais recente, divulgado pela PBH (Prefeitura de Belo Horizonte) nesta segunda. A taxa de ocupação de UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) é a única que continua na faixa vermelha, de maior risco. Mesmo assim, o índice registrou queda: foi de 92,*% na última sexta-feira (9) para 88,1% hoje.

O fator RT – quantidade média de pessoas que um infectado consegue contaminar – já estava no nível verde e registrou nova queda. No mesmo período, o índice foi de 0,93 para 0,89.

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Todos os indicadores apresentaram queda desde a divulgação do último balanço, na sexta-feira (PBH/Divulgação)

Apesar de positivas, as quedas nos indicadores não escondem o cenário preocupante. Ao todo, BH já passa dos 156 mil casos confirmados de Covid-19 e 3.656 pessoas já perderam a luta para a doença na capital.

Comércio de volta?

O agravamento dos casos foi o que levou o Executivo municipal a fechar novamente o comércio no último mês – e agora, a melhora no cenário pode significar uma reabertura. A administração municipal já adiantou que o prefeito Alexandre Kalil (PSD) vai se reunir com o Comitê de Enfrentamento à Covid-19 na próxima quarta-feira (14) para discutir a possibilidade de retomada das atividades.

A PBH (Prefeitura de Belo Horizonte) anunciou o encontro entre o chefe do Executivo municipal e os infectologistas no começo da tarde desta segunda-feira (12) após os indicadores da Covid-19 apresentarem melhora. Em 5 de março – ou seja, há mais de um mês -, Kalil anunciou que BH havia voltado à “estaca zero” e desde então apenas os serviços essenciais estão autorizados a funcionar.

Edição: Roberth Costa
Giovanna Fávero
Giovanna Fáverogiovanna.favero@bhaz.com.br

Repórter no BHAZ desde outubro de 2019. Jornalista graduada pela PUC Minas (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais) e com atuação focada nas editorias de Cidades, Guia e Cultura.

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