Motoristas de Uber já podem usar recurso que filma viagens em BH

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Gravações só poderão ser acessadas pela empresa e autoridades e somente em casos específicos (Amanda Dias/BHAZ)

A partir desta semana, motoristas da Uber poderão usar as câmeras dos próprios celulares para gravar as viagens realizadas pelo aplicativo em Belo Horizonte. A nova ferramenta está em fase de testes e, se aprovada definitivamente, poderá funcionar como uma forma de garantir mais segurança aos motoristas cadastrados na empresa.

A filmagem via telefone está sendo testada como uma alternativa, escalável e sem custo, para o registro das viagens com imagens pelos motoristas. Se implementado, o recurso, disponibilizado por meio de um aplicativo parceiro da Uber, estará disponível a qualquer um que queira dirigir com o app, em qualquer região do país.

“Desde que a Uber definiu, em âmbito global, segurança como sua prioridade, temos continuamente buscado testar novas tecnologias que nos ajudem a avançar nesse tema”, explica a diretora-geral da Uber no Brasil, Claudia Woods. Segundo Claudia, a fase de testes visa justamente entender se a ferramenta é de fato uma alternativa eficaz.

“Queremos entender se essa tecnologia de gravação de imagens pode contribuir para que motoristas parceiros e usuários tenham ainda mais tranquilidade para continuar usando a Uber, claro que sempre respeitando as normas de privacidade”, afirma.

Expansão gradativa

O piloto começou com um grupo reduzido e será aos poucos expandido até chegar a todos os motoristas parceiros de Belo Horizonte – que podem escolher participar ou deixar esse piloto a qualquer momento.

Os usuários conectados aos motoristas participantes do teste também são informados que sua viagem pode estar sendo gravada, para que possam optar por cancelar e buscar outro parceiro, se assim preferirem.

A empresa garante que a iniciativa passou pela chancela do time de Privacidade da Uber, para assegurar o cumprimento de todas as regras previstas na legislação aplicável em termos de proteção de dados.

Quem pode assistir?

Assim como já ocorre no recurso de gravação de áudio, lançado em âmbito nacional recentemente, a gravação de vídeo também permanecerá criptografada no celular, sem que ninguém possa acessá-la – nem o próprio motorista, que não possui a chave da criptografia.

Quando o motorista parceiro enviar o arquivo, via wi-fi ou rede móvel, ele ficará armazenado com a empresa parceira, que terá acesso apenas às informações básicas do parceiro e data/horário da gravação – mas sem qualquer dado sobre usuários e pontos de embarque e desembarque.

Se, mais tarde, o motorista decidir abrir uma reclamação de segurança, ele terá a opção de adicionar o vídeo em questão. Só então a Uber – que tem a chave da criptografia – terá acesso às imagens. Além do chamado aberto pelo próprio parceiro para solicitar uma investigação à Uber, só as autoridades competentes podem solicitar acesso às imagens para a Uber, na forma da lei.

Edição: Thiago Ricci
Giovanna Fávero
Giovanna Fáverogiovanna.favero@bhaz.com.br

Repórter no BHAZ desde outubro de 2019. Jornalista graduada pela PUC Minas (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais) e com atuação focada nas editorias de Cidades, Guia e Cultura.

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