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Lendas urbanas de BH e histórias populares serão exibidas em sessões gratuitas

28/07/2016 às 16h39 - Atualizado em 28/07/2016 às 22h49
(Ricardo Laf/Divulgação)

As lendas da Loira do Bonfim e da Maria Papuda do Palácio da Liberdade fazem parte da história de Belo Horizonte, mas, ainda assim, muita gente ainda não as conhece. Para relembrar essas lendas urbanas, a Fundação Municipal de Cultura promove neste final de semana o lançamento oficial dos documentários em curta metragem provenientes do Edital de Cultura Popular e Tradicional na capital mineira.

As sessões contarão com sete filmes viabilizados pelo edital que narram algumas histórias da cultura popular mineira. No sábado (30), às 17h, serão exibidos para o público os curtas s “A Loira e a Papuda”, “Família Muniz”, “Funk da nossa gente” e “Bênção”. Às 19h acontecerá o lançamento dos documentários “Inventório”, “Guarda de Congo Feminina Nossa Senhora do Rosário” e “Brejo Grande – Festas Juninas”.

A loira e a papuda - reprodução - Patrícia Teles
Divulgação

No domingo, os filmes serão reexibidos, apenas com a inversão de horários: às 17h, haverá a exibição de “Inventório”, “Guarda de Congo Feminina Nossa Senhora do Rosário” e “Brejo Grande – Festas Juninas” e, às 19h, “A Loira e a Papuda”, “Família Muniz”, “Funk da nossa gente” e “Bênção”. Há de se ressaltar que a entrada é gratuita e os ingressos serão distribuídos meia hora antes das sessões.

Sobre o edital

Com o objetivo de viabilizar a produção de novos curtas audiovisuais que mostrassem o patrimônio de Belo Horizonte, a Fundação Municipal de Cultura idealizou no ano de 2011 a abertura de editais que estimulassem a produção de documentários sob diferentes óticas relacionadas a capital mineira.

Sinopse dos Filmes

A Loira e a Papuda (Patrícia Teles | Brasil | 2016 | Documentário | 12 min.)

O curta-documentário aborda duas lendas urbanas de assombrações femininas da Capital mineira: a Loira do Cemitério do Bonfim e a Maria Papuda do Palácio da Liberdade. Ambas figuras estão relacionadas com a memória coletiva e com o imaginário social dos moradores de Belo Horizonte.

Classificação indicativa: livre

Família Muniz (Marcos Pimentel | Brasil | 2016 | Documentário | 17 min.)

O cotidiano, as crenças e celebrações de uma família que, há mais de 60 anos, comanda a Guarda OS CIRIACOS, uma irmandade de Nossa Senhora do Rosário. No quintal de casa, eles preservam a religiosidade e tradições da cultura negra. Uma história de fé, amor e Congado.

Classificação indicativa: livre

Funk da nossa gente (Pedro Vasconcelos | Brasil | 2016 | Documentário | 12 min.)

O Documentário apresenta a musicalidade do funk consciente como ferramenta política, contestadora e denunciativa. As letras que comumente apostam nas trajetórias individuais dos jovens e nas histórias de vida dos moradores da periferia discutem como pano de fundo segurança, atuação policial, pobreza, violência, juventude, oportunidades entre outros temas sociais expressos através da música e pela perspectiva desses atores.

Classificação indicativa: livre

Bênção (Guilherme Reis e Marcelo Reis | Brasil | 2016 | Documentário | 17 min.)

Como em um tempo paralelo, Dona Dalila, 97 anos, vive na sua pequena casinha na cidade de Belo Horizonte esperando por cada um que bate à sua porta à procura de uma benção.

Classificação indicativa: livre

Inventório (Mírian Rolim | Brasil | 2016 | Documentário | 17 min.)

Quando a noite desce a Serra do Curral e as imagens ficam menos precisas, os fantasmas de Belo Horizonte se manifestam, revelando o vazio de uma perda, a solidão de uma ausência, o abandono de um lugar e a memória fragmentada de uma cidade que desvanece.

Classificação indicativa: livre

Guarda de Congo Feminina Nossa Senhora do Rosário (Guga Barros | Brasil | 2016 | Documentário | 17 min.)

A Guarda de Congo Feminina Nossa Senhora do Rosário é uma pequena transgressão na cultura popular e religiosa de Minas Gerais. Em 1973, no bairro Aparecida, região noroeste de Belo Horizonte, um grupo de mulheres decidiu montar uma Guarda de Congado, que até então, por causa da tradição, só podia ser comandada por homens.

Classificação indicativa: livre

Brejo Grande – Festas Juninas (Marinho Antunes e Zinho de Araujo | Brasil | 2016 | Documentário| 12 min.)

O documentário é sobre um grupo de dançarinos de quadrilha, formado no início dos anos 70 pelo patriarca de uma família, que desde então, durante alguns meses do ano acordam, alimentam, conversam, discutem, festejam, sonham, planejam e respiram “Brejo Grande”. Os depoimentos revelam valores que marcam a união e o amor dessas pessoas ao grupo e principalmente a devoção ao fundador e eterno incentivador, o Sr. Edmundo.

Classificação indicativa: livre

Serviço

Dias 30 e 31 | sábado e domingo | às 17h e às 19h

MIS – Cine Santa Tereza (Rua Estrela do Sul, 89, Praça Duque de Caxias – Santa Tereza)

Entrada Gratuita

Informações: (31) 3277-4699

Anota aí!

Raquel Alice

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