TikTok
Youtube
X (Twitter)
Instagram
Facebook
Whatsapp
Logomarca BHAZ

Colunas

Troca de ministro e de bordão: sai o “cadê o Queiroz?” e entra o “fala, Queiroz!”

19/06/2020 às 15h37 - Atualizado em 12/10/2021 às 21h48
Ex-ministro Abraham Weintraub, foto de Marcelo Camargo/Agência Brasil

A quinta (18) foi uma sucessão de ações e decisões que assustaram aqueles que tratam o poder como algo sem limites e freios constitucionais. Em um dia só, a casa caiu para o famoso e sumido Fabrício Queiroz, braço direito da família Bolsonaro para ‘pegar no pesado’. E o ministro da Educação, Abraham Weintraub, também caiu. Além disso, o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve, por 10 a 1, o inquérito contra a rede de fake News que alimenta o gabinete do ódio, operação de ataques às instituições.

Apesar do susto bolsonarista, os aliados deveriam pelo menos respirar, aliviados, porque, se uma casa caiu, o conjunto dos fatos tem potencial para derrubar outras casas, até mesmo um palácio. O nível de abusos, trapalhadas, roubalheiras e agressões “nunca antes visto” no país, configuram escândalo com letras tão garrafais.

Aquela pergunta que se fazia antes por aí a aliados de Bolsonaro teve finalmente uma resposta da qual eles já sabiam, até porque ele estava escondido em casa de advogado da família Bolsonaro. O advogado Frederick Wassef é uma espécie de faz tudo do presidente e da família. A pergunta sobre o ‘Cadê o Queiroz’ deve ganhar então outro bordão para o ‘fale, Queiroz’.

Pai “burro demais”

A não ser, é claro, que ele siga o conselho da própria filha, Natália, que chegou a dizer que o pai era ‘burro por falar demais”. Ficará na prisão por tempo indeterminado já que, fora dela, estava obstruindo as investigações, um dos motivos de sua detenção. E não só por isso, mas porque negava-se a prestar esclarecimentos e depoimentos dos inúmeros malfeitos e operações nebulosas financeiras. Ele ainda é suspeito de envolvimento criminal, já que tinha ligações diretas com a organização criminosa de milicianos.

Ministro caiu por falta de educação

Já o ministro da Educação caiu por uma lista de abusos, de incompetência, de agressões de todas as ordens, institucionais e profissionais. A causa principal de sua demissão é pelo fato de, há quase dois meses, pedir a prisão de ministros do STF e de chamá-los de “vagabundos”. Pelos maus serviços prestados, vai ganhar uma sinecura com supersalário, se não for reprovado, no Banco Mundial. Também deverá ser lembrado como o ministro da Educação que conseguiu ser pior do que o antecessor. Seu salário será de R$ 115 mil. Se tivesse solto, Queiroz até esfregaria as mãos com a possível rachadinha, esquema comandou, como assessor de Flávio Bolsonaro, no tempo que este era deputado estadual. A rachadinha era uma espécie de pedágio que os servidores pagavam, como denunciado, ao deputado contratante.

STF dá lição contra autoritarismo

Por último, o STF reafirmou sua posição institucional e constitucional ao manter a investigação contra as fakes News. E deixou uma conhecida advertência aos poderosos de plantão: que ainda há juiz e juíza em Brasília e no Brasil. Vale citar aqui parte do voto do presidente da corte, ministro Dias Toffoli. “Quiseram banalizar as nossas instituições como desnecessárias, como inúteis, quiseram banalizar a política, banalizar a democracia, banalizar a liberdade de imprensa e a liberdade de expressão, quiseram banalizar o mal. Plantam o medo para colher o ódio. Plantam o ódio para colher o medo”, pontuou Toffoli em um de seus momentos mais lúcidos de sua participação no Supremo e de reafirmação do Judiciário.

Tudo somado, o governo federal mostrou-se acuado, sem aqueles rompantes do presidente. O curioso e estranho é que Bolsonaro, depois de dizer que não tinha nada com o Queiroz, seu amigo há 30 anos, e seus malfeitos, fez um vídeo para defendê-lo. O filho de Bolsonaro, Flávio, avaliou a prisão do ex-assessor como mais um ataque (?) ao presidente. Mais um indício? Não se pode garantir, mas reforça as ligações entre eles e que Queiroz tem muitos advogados e gente disposta a ajudá-lo a ficar calado ou a sumir novamente.

Orion Teixeira

Jornalista político, Orion Teixeira recorre à sua experiência, que inclui seis eleições presidenciais, seis estaduais e seis eleições municipais, e à cobertura do dia a dia para contar o que pensam e fazem os políticos, como agem, por que e pra quem. É também autor do blog que leva seu nome (www.blogdoorion.com.br), comentarista político da TV Band Minas e da rádio Band News BH e apresentador do programa Pensamento Jurídico das TVs Justiça e Comunitária.

Orion Teixeira

Email: orionteixeira.orionteixeira@gmail.com

Jornalista político, Orion Teixeira recorre à sua experiência, que inclui seis eleições presidenciais, seis estaduais e seis eleições municipais, e à cobertura do dia a dia para contar o que pensam e fazem os políticos, como agem, por que e pra quem. É também autor do blog que leva seu nome (www.blogdoorion.com.br), comentarista político da TV Band Minas e da rádio Band News BH e apresentador do programa Pensamento Jurídico das TVs Justiça e Comunitária.

Mais lidas do dia

Adolescente morre em incêndio após briga familiar no Piratininga, em BH

foto do local onde houve um incêndio que deixou uma pessoa morta no piratininga, bh

Os 50 bairros com mais furtos e roubos de carros em BH

Pesquisa Quaest Senado Minas Gerais: quatro candidatos disputam duas vagas

datafolha senado minas gerais

Veja lista com todos os candidatos a deputado estadual em Minas Gerais

VÍDEO: Mulher é agredida com ‘voadora’ no Centro de BH

Leia mais

Siga o BHAZ nas redes sociais

TikTok
YouTube
X (Twitter)
Instagram
Facebook
Whatsapp
Logo BHAZ