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Divulgação do serviço de remoção de animais mortos pode virar lei em BH: ‘Caso de saúde pública’

02/08/2021 às 11h45
animal morto
Proposição deseja que serviço seja amplamente divulgado (Reprodução/Pixabay)

A divulgação do serviço de remoção de animais mortos poderá se tornar lei na capital mineira. Um PL (Projeto de Lei) tramita em segundo turno na CMBH (Câmara Municipal de Belo Horizonte) e está na pauta de votação para a sessão desta segunda-feira (2). O recolhimento é feito pela SLU (Superintendência de Limpeza Urbana) e pode ser solicitado pela internet e por ligação.

A proposição, de autoria do vereador Álvaro Damião (DEM), é de 2017 e pretende que o município divulgue pelo portal e por outros meios de comunicação o serviço de remoção de animais mortos. Isso acontecendo fará com que o serviço seja mais conhecido pela população de Belo Horizonte.

“Os munícipes, por desconhecerem o Serviço Disque Limpeza, acionam ONGs para procederem a remoção dos animais mortos, essas muitas vezes não reúnem condições financeiras para prestar os serviços de remoção de animais, bem como para dar a eles o destino devido”, afirmou Damião na justificativa do PL.

O Disque Limpeza funciona de segunda a sexta das 7h30 às 18h. Aos sábados é das 8h às 15h e domingos e feriados de 7h30 às 18h. Além da remoção de animais mortos, o serviço compreende a coleta, varrição, capina, entulho e lotes vagos.

‘Saúde pública’

Ao divulgar o serviço de remoção de animais mortos, o vereador espera que eles não fiquem expostos nas vias até se decomporem. “Situação que traz grande risco de acidentes para automóveis que trafegam por tal via ou logradouro e que precisam muitas vezes desviarem deles”.

“Os animais mortos enquanto se decompõem exalam mau cheiro. Com isso, torna-se um caso de saúde pública. Por fim, é sabido que em alguns casos crianças que avistam animais mortos em vias públicas muitas vezes ficam abaladas por um tempo”, finalizou o parlamentar.

Um emenda foi acrescentada no PL e prevê a fixação de cartazes informativos nas regionais. Ela é de autoria do vereador Gabriel Azevedo (sem partido). A proposição está na pauta da plenária de hoje e precisa de 21 votos a favor para ser aprovada.

Como acionar?

A SLU recolhe animais mortos nas vias de Belo Horizonte, vítimas, na maioria dos casos, de atropelamento. Dados de 2018 mostram 652 animais recolhidos pela SLU, sendo 523 cães, 52 cavalos e 60 gatos.

De acordo com a superintendência, o serviço é importante para o bem-estar e para a saúde pública: no caso de animais que possuem alguma doença infecciosa, há riscos de ocorrer contaminação, tanto para a população quanto para outros animais que tiverem contato com o cadáver exposto na via, sem contar a poluição visual e o mau cheiro.

Animais de pequeno porte como cães, gatos, coelhos e aves que morrem em residências também podem ser disponibilizados para a coleta domiciliar, caso o proprietário queira. O animal deverá ser devidamente acondicionado em caixas de papelão, sacos plásticos, ou outro material semelhante, e disposto no passeio da residência no dia e horário da coleta domiciliar.

A SLU recolhe qualquer tipo de animal de grande e de pequeno porte morto nas vias. A remoção de animais mortos nas vias de Belo Horizonte pode ser solicitada pelo telefone 156 ou pela internet.

Com CMBH

Editado por: Roberth R Costa

Vitor Fórneas

Repórter do BHAZ de maio de 2017 a dezembro de 2021. Jornalista graduado pelo UniBH (Centro Universitário de Belo Horizonte) e com atuação focada nas editorias de Cidades e Política. Teve reportagens agraciadas nos prêmios CDL (2018, 2019 e 2020), Sebrae (2021) e Claudio Weber Abramo de Jornalismo de Dados (2021).

Vitor Fórneas

Email: [email protected]

Repórter do BHAZ de maio de 2017 a dezembro de 2021. Jornalista graduado pelo UniBH (Centro Universitário de Belo Horizonte) e com atuação focada nas editorias de Cidades e Política. Teve reportagens agraciadas nos prêmios CDL (2018, 2019 e 2020), Sebrae (2021) e Claudio Weber Abramo de Jornalismo de Dados (2021).

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