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MG recebeu ovos de granja gaúcha foco de gripe aviaria; Estado faz reunião de emergência

17/05/2025 às 12h06
Ovos originados da granja foco do vírus são para reprodução (Foto ilustrativa/Freepik)

Minas Gerais foi um dos estados a receber ovos da granja gaúcho identificada como foco do vírus da gripe aviária. A informação foi revelada pelo Governo Estadual, na manhã deste sábado (17).

Segundo o Governo de Minas, a primeira leva do material foi identificada no Centro-Oeste de Minas Gerais. Cerca de 450 toneladas de ovos e outros materiais não revelados vão ser descartados na região devido ao risco.

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O comunicado oficial do Estado explica que os ovos identificados não são para consumo humano. Todos eles seriam usados para fecundação e produção de aves e vieram da cidade de Montenegro.

Uma reunião emergencial foi realizada neste sábado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) para debater o assunto.

“A iniciativa mostrou-se necessária para manter o controle sanitário, seguindo planos prévios para possíveis ocorrências do tipo, garantindo contenção e erradicação da doença e a manutenção da capacidade produtiva do setor. Todas as medidas que estão sendo tomadas fazem parte do Plano de Contingência da Influenza Aviária de Alta Patoneneidade (IAAP), firmado entre União, Estados e setor produtivo em 2022, quando surgiu o primeiro foco da doença na América do Sul. É importante ressaltar que a gripe aviária leva as aves à morte, mas não representa risco para a população por não ser transmissível por meio do consumo da carne ou ovos”, informou o Governo Estadual.

As pastas envolvidas na força-tarefa ainda não terminaram de rastrear todos os ovos originados de Montenegro. Assim, novas remessas de produtos ainda podem ser descartadas nos próximos dias.

“O Governo de Minas, a Seapa e o IMA têm se mobilizado para conter a chegada da doença no estado, investindo em políticas de prevenção, rastreio e controle sanitários da Influenza Aviária, além de contato direto com o Ministério da Agricultura e Pecuária. Continuamente, o IMA promove estratégias de vigilância epidemiológica para as doenças avícolas de controle oficial: newcastle, salmonelose e micoplasmose. As ações incluem medidas de biosseguridade das granjas comerciais, políticas de educação sanitária e vigilância nas propriedades classificadas como risco, cadastro e vistoria em criatórios de subsistência”, completou a nota oficial

Reflexos

China, União Europeia e Argentina suspenderam por 60 dias a importação de frango do Brasil após o Ministério da Agricultura (Mapa) confirmar um caso de gripe aviária de alta patogenicidade (IAAP) em Montenegro (RS). A motivação é a exigência de país livre da doença nos acordos comerciais.

A China e os países da União Europeia restringiram a produção de todo o Brasil, enquanto a Argentina focou em produtos que exigem status livre de IAAP e reforçou a biossegurança.

O Mapa garante que a gripe aviária não é transmitida pelo consumo de carne ou ovos, classificando o risco de infecção humana como baixo, ocorrendo principalmente em pessoas com contato intenso com aves infectadas. Para os animais, a IAAP é altamente patogênica, exigindo medidas sanitárias rigorosas para evitar a propagação.

Pablo Nascimento

Jornalista formado pela PUC Minas e pós-graduado em produção digital pelo Uni-BH. Focado na cobertura de cidades, passou por redações de TVs e portal de notícias. Como repórter, conquistou prêmios com reconhecimento estadual e nacional, em diferentes plataformas. Preza por unir precisão da informação à produção de conteúdo multiplataforma.
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Pablo Nascimento

Email: pablo.nascimento@bhaz.com.br

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