A Secretaria de Audiências de Custódia da Comarca de Belo Horizonte, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), concedeu liberdade provisória à Aline Alves Quirino, que havia sido presa em flagrante na capital sob suspeita de simular o próprio sequestro. A decisão foi proferida pelo juiz Leonardo Vieira Rocha Damasceno nesta quarta-feira (26), após manifestações favoráveis do Ministério Público (MP) e da defesa.
O caso teve início no último domingo (23), quando parentes de Aline receberam mensagens com pedidos de ajuda. Logo em seguida, supostos sequestradores entraram em contato com a família e exigiram R$ 14 mil pelo resgate da mulher.
Os familiares procuraram a polícia, e investigadores do Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp) começaram a procurar pela mulher. Ela foi encontrada em um hotel no Centro de BH.
A abordagem aconteceu enquanto Aline fazia novos contatos com os familiares na tentativa de conseguir o dinheiro. Depois, ela confessou ter forjado o próprio sequestro para quitar dívidas com agiotas. O marido da acusada afirmou à polícia que passou a desconfiar de que o sequestro não havia ocorrido de fato.
Segundo ele, Aline tinha histórico de dificuldades financeiras, aquisição de dívidas e pedidos de empréstimos. O homem também afirmou que já havia pedido empréstimos para quitar dívidas da companheira. A irmã também afirmou que Aline vinha se comportando de forma diferente, com momentos frequentes de nervosismo e choro.
Decisão de soltura
Na decisão, o juiz Leonardo Damasceno homologou a prisão em flagrante e reconheceu a existência de elementos que indicavam a materialidade e a autoria do delito investigado. No entanto, segundo ele, esses elementos não justificavam a manutenção da prisão.
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) se manifestou favoravelmente à soltura da acusada. O juiz destacou ainda que Aline é primária e não possui outros registros criminais.







