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Operação do MP impede desmatamento ilegal em mais de 3 mil hectares de Minas e aplica multas de até R$ 44 mil

28/08/2026 às 15h30
A operação em Minas Gerais aconteceu entre os dias 17 e 27 de agosto. (Divulgação/MPMG)

A Operação Mata Atlântica em Pé 2026 impediu 3 mil hectares de áreas com desmatamento ilegal em Minas Gerais entre os dias 17 e 27 de agosto. A ação mobilizou o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), órgãos de fiscalização ambiental e forças policiais e ocorreu simultaneamente em 17 estados brasileiros.

Em Minas Gerais, foram fiscalizadas 137 áreas e registrados 77 autos de infração, que somaram R$ 44.421.330,41 em multas. Os números são parciais e consideram os registros já lançados no Sistema de Autos de Infração (Gaia). Segundo o MPMG, após a conclusão dos lançamentos, os resultados ainda podem aumentar. Veja fotos:

Fiscalização identificou áreas de desmatamento por imagens de satélite

Os ilícitos ambientais foram identificados a partir da análise remota e das fiscalizações presenciais de 116 alertas levantados durante o planejamento da operação. Esses alertas foram transformados em 137 polígonos de desmatamento a partir de sistemas de monitoramento remoto, como o MapBiomas Alerta, além das plataformas Harpia e BrasilMais.

Segundo o promotor de Justiça Rauali Kind Mascarenhas, responsável no MPMG pela Coordenadoria Regional das Promotorias de Justiça do Meio Ambiente das Bacias dos Rios Jequitinhonha e Mucuri, cada área fiscalizada começou como um ponto de alerta identificado em uma imagem de satélite. As equipes analisaram os registros, foram aos locais e confirmaram os desmatamentos.

Para o promotor, os resultados mostram que o monitoramento permite localizar áreas desmatadas e responsabilizar os envolvidos. Ele também ressaltou que a multa e o embargo representam apenas o início das medidas contra os responsáveis.

Veja imagens:

Além das sanções administrativas, quem suprimiu a vegetação poderá ter que recompor a área e responder por crime ambiental. As áreas também podem sofrer restrições no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e no acesso ao crédito rural.

A promotora de Justiça Maria Izabela Santos Colares, responsável pela Coordenadoria Regional das Promotorias de Justiça do Meio Ambiente das Bacias dos Rios Verde Grande e Pardo, acompanhou as equipes de fiscalização em campo. Segundo ela, a integração entre as instituições e o planejamento das ações contribuem para tornar a proteção da Mata Atlântica mais efetiva.

Operação reúne 17 estados

A Operação Mata Atlântica em Pé 2026 é coordenada nacionalmente pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo MPMG, com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica.

Além de Minas Gerais, participaram da operação todos os estados abrangidos pelo bioma:

  • Alagoas
  • Bahia
  • Ceará
  • Paraíba
  • Pernambuco
  • Piauí
  • Rio Grande do Norte
  • Sergipe
  • Espírito Santo
  • Paraná
  • Rio de Janeiro
  • São Paulo
  • Rio Grande do Sul
  • Santa Catarina
  • Goiás
  • Mato Grosso do Sul

O resultado geral da operação, envolvendo os 17 estados, ainda não foi divulgado.

Responsáveis podem sofrer outras sanções

Após a confirmação das irregularidades, os responsáveis ficam sujeitos a multas e outras sanções administrativas, além da reparação integral dos danos ambientais e climáticos. A responsabilização também pode ocorrer nas esferas cível e criminal.

As áreas desmatadas ilegalmente podem ainda sofrer restrições relacionadas ao Cadastro Ambiental Rural, ao acesso ao crédito rural e a outros instrumentos previstos na legislação ambiental.

O MPMG informou que continuará acompanhando as autuações realizadas durante a operação até a recuperação das áreas e a responsabilização dos infratores.

Lavínia Fernandes

Jornalista formada pela PUC Minas. Publicou um artigo sobre alfabetização midiática pela Intercom. Foi estagiária de assessoria de comunicação na ALMG. Repórter no BHAZ desde novembro de 2024.
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Email: lavinia.barbosa@bhaz.com.br

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