A contrabaixista e compositora Camila Rocha recebe o saxofonista e flautista mineiro Silas Prado para um show intimista no dia 9 de setembro. O evento acontece no Estúdio Galeria Resistor, em Belo Horizonte, focando no diálogo musical e na troca criativa entre os artistas. A apresentação marca o segundo encontro da nova temporada do Projeto Trela.
A noite é dividida em três etapas distintas. O show começa com a apresentação de Camila Rocha e seu trio, seguida por uma performance conjunta entre a anfitriã e o convidado, com repertório criado especificamente para a ocasião.
O encerramento fica a cargo de Silas Prado, que assume o palco com sua própria formação e repertório. O formato busca integrar trajetórias musicais diferentes mantendo a identidade individual de cada músico.
Repertório
Vencedor do 21º Prêmio BDMG Instrumental e artista do selo Atlântico Sul Music, Silas Prado apresenta seu novo show acompanhado por um quarteto. O grupo é formado por Vanessa Ferreira (contrabaixo), Acauã Ranne (guitarra), Valeria Santos (bateria) e Talles Bibiano (percussão).
O setlist antecipa músicas do segundo disco do saxofonista, com gravação prevista para novembro, além de retomar faixas do álbum ‘Obrigado, Mestre’. Também estão previstos arranjos de influências como Moacir Santos e Kamasi Washington.
O conceito
O projeto foi idealizado por Camila Rocha para aprofundar sua pesquisa artística na formação em trio. A música, que já circulou por diversos palcos com quinteto, utiliza o espaço para desenvolver arranjos específicos e promover intercâmbios com outros instrumentistas.
Uma característica central do Trela é que nenhuma apresentação se repete. Para o encontro com Silas Prado, a contrabaixista preparou um programa inédito focado em composições de sopristas.
“Pensando no trabalho do Silas, como instrumentista e como compositor, eu montei um repertório formado apenas por composições de sopristas. Vou tocar músicas de Paulo Moura, Léa Freire, Miles Davis, Aline Gonçalves, entre outros”, explica Camila.
O local
O show ocorre no Estúdio Galeria Resistor, no bairro Bonfim. O espaço funciona como um polo de criação que integra galeria, selo musical e estúdio, sendo utilizado para exposições, gravações e transmissões ao vivo.
O ambiente é caracterizado por cenários singulares e a presença de instrumentos vintage, consolidando-se como um ponto de encontro para a cena independente da capital mineira.










