Hoje, em Belo Horizonte, circulam pela cidade mais de dois milhões e meio de veículos, quase três vezes mais do que havia há vinte anos. Um dos corredores que mais sente esse aumento no trânsito de veículos é a Avenida Cristiano Machado, uma das principais ligações entre a região Norte e o restante da capital. E é justamente ali que a Prefeitura de Belo Horizonte concentra, atualmente, um dos conjuntos de obras mais relevantes de mobilidade urbana da cidade.
O que já mudou na Cristiano Machado
Dois viadutos do complexo já foram entregues, sendo o primeiro no cruzamento com a Avenida Saramenha. A nova estrutura permite que quem sai da Saramenha em direção ao Centro acesse diretamente a Cristiano Machado, sem depender de semáforo, o que já reduz o tempo de travessia e os riscos de acidente naquele ponto.
O segundo viaduto entregue está na interseção com a Avenida Waldomiro Lobo, um dos pontos historicamente mais críticos da região Norte. A nova estrutura reorganizou o fluxo entre bairros como Guarani, Heliópolis e São Bernardo e a própria Cristiano Machado, eliminando cruzamentos que travavam o trânsito até bairros mais distantes, como o Planalto.

Um terceiro viaduto, na altura da Avenida Sebastião de Brito, ainda está em construção. Quando concluído, deve eliminar outro gargalo importante da via, um ponto que hoje ainda depende de semáforo e concentra parte do congestionamento do corredor.
Obras na trincheira
A intervenção mais complexa desse conjunto, no entanto, é a que menos aparece. Trata-se da trincheira da Cristiano Machado, na interseção com a Avenida Vilarinho, uma obra majoritariamente subterrânea, o que explica por que a movimentação em superfície ainda parece discreta para quem passa pelo local.
Debaixo da terra, equipes constroem dois paredões de concreto com 20 metros de profundidade e 800 metros de comprimento cada um, juntos, o equivalente ao dobro da extensão do Túnel da Lagoinha. O trabalho acontece em turnos contínuos, de dia e de noite, e deve resultar em uma passagem que elimina o cruzamento em nível entre as duas avenidas, hoje um dos pontos de maior retenção de tráfego da região.
Saúde: uma rede sendo reconstruída
Enquanto a Cristiano Machado muda de forma, a Prefeitura também avança em obras na rede municipal de saúde. Nos últimos anos, BH tem entregue, em ritmo constante, novos centros de saúde construídos ou totalmente reconstruídos, com diversas unidades entregues em diferentes regiões da cidade.
Somente na Regional Venda Nova, os centros de saúde Alameda dos Ipês, Céu Azul, Minas Caixa e Nova Iorque já foram entregues à população. E o movimento se repete em outras partes da cidade. Nas regionais Norte, Pampulha e Barreiro, já foram entregues os centros de saúde Itamarati, Independência e Jardim Felicidade. Já nas regionais Leste e Noroeste, a população passou a contar com os novos centros de saúde Parque Centenário e Conselheiro Valdir Matos de Lima.

Além das novas unidades de atenção básica, quatro UPAs, Barreiro, Venda Nova, Oeste e Nordeste, estão passando por reconstrução completa e ampliação, um investimento que deve reforçar a capacidade de atendimento de urgência e emergência em diferentes regiões da capital.
Entre viadutos que já aliviam o trânsito, uma trincheira que avança debaixo da terra e uma rede de saúde que se renova unidade por unidade, as obras em andamento em Belo Horizonte têm um ponto em comum: são intervenções que, quando concluídas, melhorarão o dia a dia da cidade.













