O ex-delegado Geraldo do Amaral Toledo Neto, condenado a 18 anos e nove meses de prisão pela morte da adolescente Amanda Linhares Santos, de 17 anos, foi solto no último dia 12 de setembro. Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), ele recebeu um alvará de soltura expedido pelo Poder Judiciário e, até o momento, não houve novo registro de entrada no sistema prisional.
A última passagem de Geraldo pelo sistema penitenciário ocorreu neste mês. Ele ficou no Presídio de Andradas entre os dias 9 e 10 de setembro e, depois, foi transferido para o Ceresp Contagem, onde permaneceu até o dia 12, quando deixou a unidade após a ordem judicial.
Veja também
Prisão ocorreu em 2013, antes da condenação
Geraldo foi preso preventivamente em 2013, ano em que Amanda foi morta. Ele permaneceu detido durante a investigação e o andamento do processo, até ser condenado, em 2015.
A condenação foi pelo homicídio duplamente qualificado da adolescente, considerando as qualificadoras de motivo torpe e impossibilidade de defesa da vítima, além de fraude processual.
O crime aconteceu em abril de 2013. Segundo as investigações da época, Geraldo teria atirado na cabeça de Amanda, que tinha 17 anos e mantinha um relacionamento com o então delegado.
Na tarde de 14 de abril daquele ano, uma testemunha relatou ter visto os dois discutindo dentro de um carro nas proximidades do distrito de Lavras Novas, em Ouro Preto, na região Central de Minas.
Após ser baleada, Amanda foi deixada em uma unidade de pronto atendimento de Ouro Preto. Conforme os relatos registrados na época, o homem que a levou ao local não se identificou e afirmou que a adolescente teria tentado tirar a própria vida.
Amanda foi posteriormente transferida para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte. Ela permaneceu internada e morreu quase 50 dias depois de ser atingida pelo disparo.
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) não informou quais foram as circunstâncias.














