A Prefeitura de Belo Horizonte declarou de utilidade pública 14 lotes para fins de desapropriação como parte da implantação do BRT Amazonas. A medida foi publicada nesta quinta-feira (1º) no Diário Oficial do Município (DOM) e autoriza a unidade responsável a alegar urgência das desapropriações em eventuais processos judiciais.
Os imóveis ficam nos bairros Calafate e Vila Marinhos, na Região Oeste da capital. São seis lotes no Calafate e oito em Vila Marinhos, destinados à implantação do empreendimento Vetor Oeste-Barreiro.
BRT Amazonas
O MOVE Amazonas integra o Programa Mobilidade e Inclusão Urbana da Prefeitura de Belo Horizonte e tem previsão de entrar em operação em 2030. O projeto está em fase de desenvolvimento, com estudos técnicos e projetos de infraestrutura em andamento.
O principal eixo é a avenida Amazonas, com intervenções voltadas ao transporte público no Vetor Oeste de Belo Horizonte e na Região Metropolitana, incluindo o Barreiro e o Distrito Industrial, em Contagem.
Ao todo, o projeto contempla 39,7 quilômetros de intervenções viárias. Desse total, 8,64 quilômetros ficam nas avenidas Amazonas e Olegário Maciel e terão solução em Bus Rapid Transit (BRT). O projeto também prevê 8,65 quilômetros de “Bolsões de Caminhabilidade”, com intervenções urbanísticas, paisagísticas e de acessibilidade.
Entre os objetivos estão dar prioridade ao transporte coletivo, reduzir o tempo de viagem dos ônibus, melhorar a integração com outros meios de transporte e ampliar a acessibilidade e a caminhabilidade.
O projeto é financiado pelo Banco Mundial (BIRD) e desenvolvido pelo Consórcio Oficina-ITDP-PITMEN-GPA&A, contratado pela Prefeitura em março de 2025, com prazo de execução de 26 meses.
Em maio, a Prefeitura publicou chamamentos públicos para a contratação de estudos, projetos e obras do futuro Terminal de Integração do BRT Amazonas e do sistema viário no entorno.
Procurada pelo BHAZ, a Prefeitura foi questionada se os 14 lotes citados no decreto representam todas as áreas que serão desapropriadas para a implantação do projeto ou se outras desapropriações estão previstas. A PBH também foi questionada sobre a previsão para o início das desapropriações e das obras e sobre o cronograma de implantação do BRT Amazonas.








